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«Poeme-se»! É este o nome do concurso literário do jornal brasileiro «Sobrecapa Literal», que desafia os leitores a criarem poemas com um máximo d 140 caracteres para o Twitter.

O concurso foi idealizado pelo Sérgio Bernardo, poeta, na coluna que assina no jornal, chamada «Sem poesia não dá». A editora e também escritora brasileira Ana Cristina Melo adorou a ideia.

O tvi24.pt falou com os dois escritores sobre este projecto que começa no Brasil, no Rio de Janeiro, mas que pode correr mundo. No Dia Mundial da Poesia, «poeme-se»!

Como é que surgiu a ideia de criar um concurso de poemas no twitter?
Sérgio Bernardo: A ideia não é nossa. Outras iniciativas semelhantes já foram levadas a efeito. Podemos citar como exemplo o concurso promovido pela Fliporto (Festa Literária de Pernambuco), em 2010, que recebeu mais de mil poemas, de 391 poetas. A intenção com o nosso concurso no Twitter é atender a esse público que se está formando e privilegiar a concisão na poesia, o «dizer mais com menos» que se vem impondo como uma necessidade no mundo actual.

Como é que tem corrido o concurso?
Sérgio Bernardo: O prazo de inscrição encontra-se aberto até o dia 18 de Abril e já recebeu um bom número de trabalhos.

Receberam algum feedback ao concurso por parte de outros escritores?
Ana Cristina Melo: Normalmente as promoções feitas pelo site «Sobrecapa» são muito apoiadas por vários escritores que acompanham o trabalho que fazemos. O objectivo dessas promoções, como os sorteios de livros ou esse concurso de poesias que incentiva a criação (num formato inédito para o site), visa sempre dar o valor que a literatura merece.

Enquanto membros de uma associação de escritores de literatura juvenil e infantil, acham que esta é uma maneira de aproximar os jovens da literatura e não uma «ofensa» à poesia?
Sérgio Bernardo: Não vemos por que seria uma «ofensa» à poesia. Poemas concisos, como os haikais, no Japão, têm mais de dois mil anos de história. E a velha quadra portuguesa, mais de 800 anos, ainda encontrando adeptos em pleno século XXI.

Ana Cristina Melo: As criações em espaços menores é algo que acontece com frequência. Eu, como escritora não só infantojuvenil, como também de ficção adulta, já acompanhei vários concursos promovidos no Twitter com a criação de mini-contos. Há pouco tempo houve um concurso promovido pela Academia Brasileira de Letras. Acho que o incentivo é sempre pela criação e pelo desafio de trabalhar a concisão. Não há qualquer ¿ofensa¿ à poesia, como o Sérgio nos explica tão bem.

Podem dar-nos um exemplo de poema com 140 caracteres?
Sérgio Bernardo: Claro que podemos. Até mais de um. Iniciemos com Bashô, poeta japonês do século 17: «O velho tanque:/ uma rã mergulha / dentro de si». Por não caberem aqui, remetemos os leitores a qualquer uma das «Quadras ao gosto popular», de Fernando Pessoa. E fechamos com um dos poemas premiados, no ano passado, no concurso da Fliporto: «FINESSE - dona de uma fineza absoluta:/ na sala, Sartre,/ na cama, Sutra», de Mucio de Lima Gôes.
Fonte: TVI24







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