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A criminalidade informática continua a exigir uma resposta assertiva das autoridades nacionais. Numa nova ação de combate ao cibercrime, o Departamento de Investigação Criminal de Braga da Polícia Judiciária (PJ) realizou ontem uma operação policial que resultou na detenção de dois suspeitos, um homem e uma mulher, fortemente indiciados pela prática de crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais.

A operação, denominada "Double Click", desenrolou-se nas localidades de Santiago do Cacém, Bombarral e Columbeira, conforme detalhado no comunicado oficial da Polícia Judiciária.

Esquemas sofisticados e reincidência no crime

De acordo com as autoridades, o casal detido é responsável pela criação e divulgação de anúncios falsos na internet. O esquema fraudulento focava-se em duas vertentes principais: a venda fictícia de maquinaria pesada e o aluguer de alojamentos de férias inexistentes, com especial incidência na zona do Gerês.

Para concretizar estes crimes, os suspeitos recorriam a diversos métodos tecnológicos para garantir o anonimato e ocultar a sua identidade no meio digital, dificultando a sua localização. A investigação apurou que os detidos, com idades compreendidas entre os 43 e os 52 anos, não exerciam qualquer atividade profissional conhecida, subsistindo exclusivamente dos proveitos destas atividades ilícitas desde, pelo menos, 2023.

Um dado relevante desta investigação é o perfil dos detidos: ambos são reincidentes e possuem vários processos-crime pendentes por factos semelhantes. Mais grave ainda, já tinham sido condenados anteriormente a penas de prisão efetiva por ilícitos da mesma natureza. Apesar destas condenações, o casal persistiu na atividade criminosa, adotando uma postura de evasão à justiça e recorrendo a métodos cada vez mais sofisticados para evitar serem detetados.

Apreensões de material e veículos

A investigação, que teve início há cerca de um ano, culminou na realização de três buscas domiciliárias e quatro não domiciliárias em diferentes pontos do país. Durante estas diligências, a PJ apreendeu diversos equipamentos informáticos, documentos e outros materiais alegadamente utilizados na prática das burlas.

Adicionalmente, foi recuperada uma viatura automóvel que se encontrava na posse de um dos suspeitos. O veículo estava sinalizado para apreensão no âmbito de um outro inquérito, uma vez que não tinha sido devolvido após o término do prazo de um contrato de aluguer. Este facto levou a que o possuidor fosse também indiciado pelo crime de abuso de confiança.

Os detidos, que viviam em união de facto, serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação das medidas de coação consideradas adequadas. O inquérito, dirigido pelo Ministério Público de Vieira do Minho, prossegue agora com o objetivo de identificar todas as vítimas e esclarecer a totalidade dos factos.

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