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MSN Messenger

Muito antes de termos os telemóveis colados às mãos com notificações constantes, a comunicação digital tinha um ritual muito próprio. Chegar a casa, ligar o computador e esperar que o ícone verde e azul girasse até conectar. Estamos a falar, claro, do MSN Messenger, o rei indiscutível das conversas online durante a primeira década deste século.

Embora tenha encerrado as operações oficialmente em outubro de 2014, o programa da Microsoft deixou um legado de memórias, emojis pixelizados e sons de notificação que qualquer pessoa que tenha vivido os anos 2000 reconhece instantaneamente. Mas como é que este gigante nasceu e, mais importante, porque é que desapareceu?

A estratégia perfeita: Windows e Hotmail

O MSN Messenger nasceu a 22 de julho de 1999, poucos meses antes do temido "Bug do Milénio". Na altura, a Microsoft não estava a tentar inventar a roda, mas sim a responder ao domínio do AIM (America-OnLine Instant Messenger), que era o pioneiro e líder de mercado. A gigante de Redmond percebeu rapidamente que o futuro passava pela mensagem instantânea e tinha duas cartas na manga que a concorrência não conseguia igualar: o sistema operativo mais usado do mundo e o serviço de email mais popular.

A integração foi a chave do sucesso. O Messenger vinha, em muitos casos, pré-instalado no Windows (tornando-se padrão no Windows XP) e permitia o login direto com as credenciais do Hotmail. Esta facilidade de acesso provocou uma explosão instantânea de utilizadores. Não era necessário criar novas contas ou configurar serviços complexos; bastava ter um email e estava-se dentro.

 

Durante mais de uma década, o software evoluiu (chegando a mudar de nome para Windows Live Messenger), introduzindo funcionalidades que definiram uma geração. Desde a transferência de ficheiros — que, convenhamos, demorava uma eternidade — até aos famosos "zumbidos" para chamar a atenção de quem demorava a responder. O pico de popularidade chegou em 2009, com impressionantes 330 milhões de utilizadores ativos em todo o mundo.

A tempestade perfeita: Smartphones e Redes Sociais

No entanto, tal como subiu ao estrelato, o MSN enfrentou uma queda vertiginosa. O cenário tecnológico mudou radicalmente com a chegada e massificação dos smartphones. O conceito de "entrar online" desapareceu para dar lugar ao "estar sempre ligado". Aplicações mais leves e desenhadas de raiz para o ambiente móvel, como o WhatsApp, começaram a roubar o trono das mensagens, oferecendo uma conveniência que o software de desktop não conseguia acompanhar.

Simultaneamente, as redes sociais, com o Facebook à cabeça, transformaram o tempo de lazer na internet. A integração de chats diretamente nestas plataformas tornou redundante a necessidade de abrir um programa específico apenas para conversar. O MSN Messenger, incapaz de se adaptar com rapidez suficiente a estas duas frentes de batalha, viu a sua base de utilizadores migrar em massa.

O fim foi anunciado quando a Microsoft decidiu apostar todas as fichas no Skype, descontinuando o MSN a 31 de outubro de 2014. Foi o encerramento de um capítulo importante na história da internet, provando que, na tecnologia, até os gigantes podem cair se não apanharem a onda da inovação seguinte.




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