
A Capcom atravessa um momento de enorme fulgor criativo e comercial, preparando agora o terreno para a estreia de Pragmata já no próximo mês de abril. Após o sucesso estrondoso de títulos como Monster Hunter World e o recente Resident Evil Requiem, que já superou a fasquia das seis milhões de unidades vendidas, a produtora nipónica aposta numa nova aventura de ficção científica que promete transportar a essência do survival horror para um cenário lunar.
Sobrevivência em equipa na estação lunar
Nesta nova aposta, os jogadores assumem o papel de Hugh, um explorador equipado com um robusto fato espacial, que se vê obrigado a enfrentar hordas de robôs agressivos numa misteriosa estação de investigação. Contudo, Hugh não está sozinho; conta com o auxílio de Diana, uma androide — ou "Pragmata" — com a aparência de uma criança, que viaja às suas costas. Segundo as impressões partilhadas pela The Verge, a dinâmica entre ambos é vital, uma vez que Diana é a única capaz de piratear os sistemas inimigos através de minijogos de lógica, enquanto o protagonista garante a proteção necessária durante o processo de hacking.
O design dos adversários foi pensado para gerar um desconforto intencional. Yonghee Cho, diretor do projeto, explicou que a ideia passa por criar robôs que pareçam ter sido desenhados por uma IA e não por mãos humanas, resultando em movimentos erráticos e formas grotescas. Esta sensação de estranheza estende-se aos cenários, como uma recriação de Times Square repleta de imperfeições visuais que remetem para as falhas típicas dos primeiros geradores de vídeo digitais, criando um ambiente simultaneamente familiar e alienígena.
O legado do horror no vazio do espaço
Apesar de ser assumidamente um jogo de ação, Pragmata carrega nos seus genes o historial da equipa que moldou sucessos como Devil May Cry e vários capítulos da saga Resident Evil. Essa herança sente-se na jogabilidade e na atmosfera opressiva, aproximando a experiência de clássicos como Dino Crisis, mas com uma roupagem tecnológica moderna adaptada ao hardware da PlayStation.
Durante os combates, a precisão exigida para lidar com os inimigos faz recordar figuras icónicas do género, fundindo a tensão do terror de sobrevivência com confrontos dinâmicos na terceira pessoa. Com a equipa a garantir que não foram utilizadas ferramentas de geração automática na criação dos ativos do jogo, Pragmata surge como uma demonstração de mestria técnica manual, focada em capturar o fascínio e o medo pelo desconhecido tecnológico que define esta nova era da Capcom.












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