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imagem de saturno

Os telescópios espaciais Hubble e James Webb juntaram as suas capacidades para captar uma visão sem precedentes de Saturno, permitindo aos cientistas analisar a atmosfera do planeta com um detalhe impressionante. Segundo um comunicado oficial da ESA/Webb, esta colaboração permite uma compreensão muito mais rica do gigante gasoso, cruzando dados da luz visível e do infravermelho. Ao combinar estas duas perspetivas distintas, os investigadores conseguem observar o planeta a múltiplas altitudes, quase como se estivessem a descascar as camadas de uma cebola para ver o que se esconde no seu interior.

Uma visão em camadas sobre a atmosfera do gigante

A grande vantagem desta abordagem reside na forma como cada telescópio interpreta o que vê. Enquanto o Hubble se foca em variações subtis de cor na camada exterior, a visão infravermelha do Webb consegue penetrar mais fundo, detetando nuvens e substâncias químicas que se encontram em diferentes profundidades. Este recurso a uma tecnologia de observação tão avançada permite "fatiar" a atmosfera, proporcionando uma visão tridimensional que ajuda a explicar a complexa dinâmica climática de Saturno.

imagens de saturno

Na nova imagem captada pelos telescópios, é possível identificar fenómenos fascinantes, como a onda em fita, uma corrente de jato de longa duração que serpenteia pelo planeta. Os cientistas detetaram também os restos da Grande Tempestade da Primavera, um evento massivo que ocorreu entre 2011 e 2012 e que ainda deixa marcas visíveis na atmosfera superior, juntamente com outras tempestades menores localizadas no hemisfério sul.

A dança das estações e o brilho dos anéis

Além das tempestades, os icónicos anéis de Saturno surgem com um brilho extremo nestas observações. Compostos essencialmente por gelo de água, estas estruturas refletem a luz solar de forma intensa, criando um contraste marcante com o corpo do planeta. A análise temporal destas capturas é igualmente relevante para o estudo das estações no gigante gasoso.

Os registos do Hubble foram obtidos em agosto de 2024, em pleno verão no hemisfério norte. Já os dados do James Webb foram recolhidos 14 meses depois, o que permitiu aos astrónomos documentar a transição do planeta em direção ao equinócio de 2025. Esta janela temporal oferece uma oportunidade única para estudar como a atmosfera reage às mudanças sazonais à medida que Saturno percorre a sua longa órbita ao redor do Sol.

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