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Lua ao detalhe

A agência espacial norte-americana (NASA) anunciou uma reformulação profunda na sua estratégia de exploração espacial, focada no regresso de seres humanos à Lua e na construção de um posto avançado permanente no satélite. Conforme detalhado pelo Euronews, as novas diretrizes seguem uma ordem do Presidente Donald Trump, que estabeleceu o ano de 2030 como prazo limite para a conclusão desta infraestrutura estável na superfície lunar.

Uma estratégia por fases para a ocupação lunar

O plano apresentado pela agência divide-se em várias etapas críticas. Numa fase inicial, a prioridade será o envio de rovers, instrumentos científicos e novas soluções de tecnologia para estudar a geração de energia e as comunicações no solo lunar. Jared Isaacman, o administrador da NASA, sublinhou durante o evento "Ignition" que o sucesso desta missão será medido em meses e não em anos, dada a competitividade da nova corrida espacial.

A fase seguinte prevê a construção de estruturas parcialmente habitáveis e a criação de uma rota regular de entregas. Para este esforço logístico, a NASA conta com a colaboração da agência japonesa JAXA, que disponibilizará um rover pressurizado. O objetivo final é transitar de visitas curtas para uma presença humana contínua, servindo também de plataforma de lançamento para missões com destino a Marte.

Alterações nas missões Artemis e propulsão nuclear

Para acelerar o estabelecimento da base no solo, a NASA decidiu pausar os planos relativos à estação espacial Gateway, focando todos os recursos na superfície lunar. Esta mudança teve impacto direto no calendário das missões Artemis: a Artemis III, prevista para 2027, servirá agora para testar sistemas em órbita terrestre, enquanto a Artemis IV, agendada para 2028, terá como missão levar novamente astronautas à superfície da Lua. Após esta etapa, a agência prevê lançamentos a cada seis meses.

No campo da exploração interplanetária, destaca-se o desenvolvimento da "Space Reactor-1 Freedom". Esta será a primeira nave com propulsão nuclear elétrica, concebida para viagens no espaço profundo onde os painéis solares perdem eficácia. A primeira viagem deste veículo rumo a Marte deverá ocorrer antes do final de 2028, transportando o sistema Skyfall, composto por pequenos helicópteros destinados a explorar o planeta vermelho.

Além das missões tripuladas, a NASA confirmou o lançamento do telescópio Nancy Grace Roman para estudar a energia escura e a missão Dragonfly. Esta última enviará, em 2028, um drone de propulsão nuclear para Titã, a maior lua de Saturno, com chegada prevista para 2034. No âmbito da cooperação europeia, a agência enviará também o rover Rosalind Franklin, da ESA, equipado com instrumentos para analisar moléculas orgânicas em Marte.

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