
O OneDrive está a ser alvo de uma vaga de spam na qual contas desconhecidas partilham pastas que os utilizadores não conseguem bloquear ou remover. O problema afeta a plataforma há vários meses e continua sem uma solução definitiva, conforme detalhado nas queixas partilhadas no fórum Microsoft Learn e também no Reddit.
Desde o início de dezembro de 2025, centenas de utilizadores começaram a reportar uma anomalia nas suas contas do serviço na nuvem. A situação traduz-se na receção de pastas partilhadas por desconhecidos, que se suspeita serem controlados por sistemas automatizados. O momento coincidiu com os trabalhos de reformulação do design da plataforma, um esforço que também se está a estender à experiência de utilização do Windows 11.
A invasão de pastas indesejadas
A maior frustração para quem utiliza a plataforma é a impossibilidade de travar estas partilhas. Atualmente, não existe uma forma de bloquear os remetentes, uma vez que o serviço não permite desativar a partilha de ficheiros e pastas de utilizadores desconhecidos. Para agravar a situação, a opção de reportar este conteúdo como lixo eletrónico também não está a funcionar.
O problema ganhou visibilidade quando um utilizador levantou a questão nos fóruns de suporte. A queixa rapidamente somou dezenas de votos, indicando tratar-se de uma falha generalizada. O utilizador questionava como travar a receção de e-mails com links para contas de terceiros e levantava preocupações de segurança sobre a possível presença de software malicioso ou conteúdos ilegais.
Nas redes sociais, os relatos multiplicam-se. Várias pessoas queixam-se de receber notificações sobre documentos partilhados com nomes suspeitos. Mesmo ao tentar esconder os itens e reportá-los, a plataforma falha: ao atualizar o ecrã, os ficheiros voltam a aparecer. Alguns destes itens são documentos em formato PDF que incentivam a abertura de sites externos, levantando sérios riscos de segurança.
Resposta oficial e a falta de solução
Cerca de um mês após o início dos relatos, a empresa reconheceu o erro, confirmando que a falha estava a afetar utilizadores em várias plataformas, incluindo Mac e Android. Na altura, a tecnológica explicou que alguns clientes não conseguiam ocultar, remover ou impedir a partilha de ficheiros no respetivo separador, e confirmou que a ferramenta de denúncia também estava inoperante.
A promessa inicial apontava para a resolução do problema até ao final de janeiro de 2026. No entanto, passados quase três meses desde essa previsão, o artigo de suporte oficial não recebeu qualquer atualização, o que indica que a falha de segurança e privacidade poderá ainda estar ativa para muitos clientes.












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