
A Hyundai anunciou o lançamento da campanha global "Florestas sem Nome", uma iniciativa que visa dar identidade a ecossistemas subaquáticos através da atribuição de nomes a florestas marinhas um pouco por todo o mundo. A ação arranca neste Mês da Terra, destacando a relevância ambiental destas áreas frequentemente esquecidas.
O objetivo principal desta nova campanha da Hyundai passa por aumentar a consciencialização em torno destes ecossistemas, reforçando o compromisso de longo prazo da marca com a conservação marinha. A empresa já se encontra a desenvolver projetos de recuperação de florestas de algas na costa de Ulsan, na Coreia do Sul, além de promover iniciativas de recolha de resíduos marinhos em dez países diferentes.
Segundo Hyunchul Jeon, responsável pelo Future Business & Sustainability Group da fabricante automóvel, o intuito passa por dar visibilidade a estas florestas, sublinhando o seu valor ecológico e a urgência de proteger os ambientes marinhos. A intenção é despertar a curiosidade do público para algo que tem passado despercebido, incentivando o cuidado pelo que agora passa a ter um nome próprio.
O Que São e Porque Importam as Florestas Marinhas?
As florestas marinhas são formadas por densas comunidades de macroalgas, como o kelp, criando habitats vitais debaixo de água. À semelhança das florestas terrestres, desempenham um papel crucial ao filtrar poluentes e promover a biodiversidade nas zonas costeiras.
O interesse em torno do valor climático destas algas tem vindo a crescer, com discussões recentes no Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, no Peru, a focarem-se na necessidade de integrar as algas nos futuros modelos de contabilização de carbono.
Uma Identidade Para a Conservação
Ao contrário das grandes florestas terrestres, a vasta maioria das florestas marinhas não possui um nome formal, o que limita o seu reconhecimento e proteção. A campanha procura preencher esta lacuna, atribuindo identidades a estas áreas.
Os nomes escolhidos vão integrar o "Sea Forest Map", um mapa interativo que a Hyundai tenciona partilhar com plataformas de cartografia globais e locais, como a sul-coreana Kakao Map. O público é convidado a participar na escolha dos nomes através de votações abertas, transformando a mera sensibilização num esforço de documentação e proteção a longo prazo.
Como se Desenrola a Campanha?
A "Florestas sem Nome" surge no seguimento de outras ações ambientais da marca, como a premiada "Tree Correspondents", que utilizou inteligência artificial para dar voz às árvores. Agora, o foco vira-se para os oceanos com três ações principais:
A atribuição de nomes a três florestas marinhas distintas. Na Coreia do Sul, uma área restaurada em Ulsan recebeu o nome "Ullim" (ressonância ou eco), num esforço conjunto com o Ministério dos Oceanos e Pescas local. Na Argentina, em colaboração com ONG e comunidades locais, a floresta adotou o nome "Auken Aiken" (Campo de Vida). Na Austrália, o nome será decidido por votação pública online.
A iniciativa inclui uma colaboração estreita com entidades governamentais, ONG e populações locais para assegurar o rigor científico e a eficácia da conservação. Adicionalmente, o website da campanha vai transformar-se num polo global de dados sobre as florestas marinhas, compilando informações verificadas sobre as suas localizações, características e progressos na sua recuperação.
As atividades intensificam-se durante o mês de abril, com a revelação do nome final da floresta australiana marcada para o Dia da Terra (22 de abril).
Um Esforço Contínuo de Conservação
Esta ação integra-se na estratégia ambiental alargada da fabricante, não sendo apenas um momento pontual. Desde 2024, a empresa atua na restauração de florestas de algas em Ulsan, num projeto que cobre quase quatro quilómetros quadrados e que prevê a compensação de cerca de 1.300 toneladas de CO2 anuais. As técnicas utilizadas passam pelo transplante de algas, instalação de estruturas artificiais e limpeza dos fundos.
Adicionalmente, desde 2021 que a marca recolhe resíduos marinhos em parceria com a Healthy Seas Foundation, tendo já retirado cerca de 320 toneladas de lixo, incluindo redes de pesca. Estes materiais são depois reciclados em fibra de nylon ECONYL e utilizados no fabrico de tapetes para vários dos seus modelos automóveis na Europa. Saiba mais pormenores na página oficial da campanha.












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