
Os condutores podem contar com uma descida nos preços dos combustíveis na próxima semana, mas o alívio total nas carteiras ainda vai demorar a concretizar-se. De acordo com as declarações de António Costa Silva à Renascença, o regresso aos valores praticados em fevereiro, antes do início do conflito, não será imediato e exigirá paciência por parte dos consumidores.
Previsões apontam para alívio nas bombas
A Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) revelou que a tendência de fecho do mercado indica uma quebra nos valores para os próximos dias. Se as condições se mantiverem alinhadas com os registos mais recentes, o gasóleo deverá apresentar uma descida de 5,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina acompanhará a tendência com uma redução de três cêntimos.
Este ajuste surge após um mês marcado por aumentos drásticos. No espaço de apenas trinta dias, o gasóleo acumulou uma subida expressiva de 52 cêntimos, e a gasolina encareceu cerca de 28 cêntimos, pressionando fortemente o orçamento das famílias e das empresas.
Os impactos prolongados do conflito no Médio Oriente
Apesar da inversão na tendência de subida, o antigo ministro da Economia alertou que serão necessárias várias semanas até que os preços estabilizem nos patamares anteriores à guerra entre os EUA e o Irão.
Esta demora na recuperação do mercado justifica-se pela extensão dos danos causados às centrais de energia na região do Médio Oriente, cujos prejuízos ainda se encontram a ser contabilizados. A juntar a este fator, os atrasos significativos na circulação dos navios de transporte de matéria-prima continuam a condicionar fortemente a cadeia de abastecimento global, impedindo uma normalização mais rápida nos postos de abastecimento.












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