
O SAPO Mail prepara-se para mudar as regras do seu serviço gratuito. Numa alteração que já está a ser ativamente testada, a plataforma vai deixar de permitir a sincronização através de clientes de correio eletrónico por protocolos POP e IMAP sem custos, obrigando os utilizadores a pagar para manterem esta funcionalidade.
A novidade foi confirmada pelas opções que começaram a surgir de forma gradual, onde o acesso através de programas externos passa a estar trancado por trás de uma subscrição. De acordo com os detalhes descobertos no site de subscrições do SAPO, esta transição encontra-se atualmente numa fase de testes, não estando ainda visível para a totalidade das contas da plataforma.
Os novos planos e custos envolvidos
Para quem depende de ferramentas de correio no computador ou no telemóvel para gerir as suas mensagens, o cenário muda de forma radical. O serviço introduziu duas modalidades distintas para devolver este acesso. O Plano Premium tem um custo de 1,99 euros por mês para um utilizador individual que queira manter a sua configuração habitual.
Já para quem gere múltiplos endereços, existe o Plano Premium Multiconta. Por 3,99 euros mensais, este pacote oferece as mesmas vantagens do plano base, mas permite aplicar os acessos a um grupo de até cinco moradas eletrónicas diferentes. Um detalhe importante identificado pelo TugaTech nas contas que já têm acesso à funcionalidade é que ambas as opções exigem um período de permanência mínima de 12 meses, obrigando a um compromisso financeiro anual.
Comunidade reage à limitação do serviço
Como seria de esperar, a decisão não está a ser bem recebida por uma grande parte dos utilizadores. O bloqueio dos protocolos POP e IMAP na modalidade gratuita retira uma funcionalidade considerada essencial na gestão digital de hoje em dia, forçando a mudança de hábitos estabelecidos ao longo de vários anos.
Aqueles que optarem por não aderir aos novos planos pagos ficam limitados à consulta das suas mensagens exclusivamente através da interface web do serviço no navegador. Esta imposição corta a conveniência de receber notificações fidedignas nos sistemas operativos ou de centralizar várias caixas de entrada num único espaço, um retrocesso na usabilidade que já está a gerar diversos comentários negativos online pela imposição de uma barreira num acesso até aqui aberto.












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