
A The Walt Disney Company confirmou esta quarta-feira uma nova vaga de despedimentos que afeta cerca de mil trabalhadores. Segundo os detalhes partilhados pelo What's on Disney Plus, este processo atinge diretamente divisões estruturais, incluindo a Marvel Studios e o departamento de entretenimento doméstico, encarregue dos formatos em DVD e Blu-ray.
Esta medida surge no seguimento da unificação das plataformas Hulu e Disney+, bem como da junção das equipas de marketing, o que acabou por ditar a eliminação de cargos redundantes. Numa comunicação interna, Josh D'Amaro, diretor executivo da companhia, explicou que os cortes integram uma reavaliação contínua da estrutura empresarial, com o objetivo de tornar as operações mais ágeis perante a quebra nas receitas do cinema e da televisão tradicional.
O impacto na Marvel e a transição de modelo
A área da Marvel registou cortes profundos, estimando-se uma redução de cerca de 8% da sua força de trabalho. Esta reestruturação afetou departamentos como o de produção de filmes e séries, banda desenhada, área jurídica e finanças. O setor de desenvolvimento visual foi um dos mais atingidos, operando agora com um núcleo bastante mais reduzido.
Estas alterações refletem uma transição para um modelo mais flexível, focado na contratação de especialistas para cada projeto individual. A estratégia está em linha com a nova direção do estúdio, que pretende diminuir o volume global de produções para se focar em lançamentos mais seletivos e cuidados. Paralelamente, o departamento de marketing também foi alvo de cortes significativos, englobando cargos executivos e equipas digitais, uma consequência direta do menor volume de campanhas necessárias.
Fim de uma era nos formatos físicos e novos desafios
Outro aspeto crítico desta reestruturação recaiu sobre a divisão de entretenimento doméstico. A área foi praticamente extinta após a empresa ter transferido a gestão do seu suporte físico para a Sony. Com esta cedência, equipas inteiras foram dispensadas, assinalando o fim definitivo da era dos DVDs e Blu-ray dentro das infraestruturas da marca.
Embora este movimento de contração já fosse antecipado pelos analistas, devido aos anos de expansão agressiva baseada no crescimento do streaming e em diversas aquisições, a empresa mantém um discurso oficial otimista. A liderança defende que este ajustamento abrirá espaço para reinvestimentos mais eficientes, procurando um equilíbrio entre os gastos e os retornos financeiros. Curiosamente, este período de agitação surge pouco depois de um acordo falhado com a OpenAI, somando mais um desafio ao exigente cenário que a gigante do entretenimento tem enfrentado nos últimos tempos.












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