
Um jovem de 25 anos foi detido pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da Polícia Judiciária, sendo o principal suspeito de ter orquestrado um esquema de fraude que lesou várias vítimas num montante superior a 73 mil euros. O detido, que frequentava o ensino superior, aproveitava a proximidade e a confiança estabelecida com colegas para promover aplicações financeiras fictícias.
Conforme detalhado pela Polícia Judiciária, o indivíduo é acusado de diversos crimes de burla e falsidade informática. O esquema baseava-se no convencimento dos seus pares para a realização de um investimento na plataforma financeira Wise. Para atrair os alvos, o suspeito garantia rentabilidades muito elevadas e assegurava que o capital investido estaria sempre protegido por reembolsos garantidos.
A armadilha dos investimentos fictícios
Após receber as transferências monetárias, o jovem utilizava documentos forjados para simular a legitimidade das operações financeiras. Sempre que as vítimas tentavam resgatar os fundos ou questionavam o atraso no pagamento dos juros prometidos, o suspeito enviava comprovativos falsos de entidades bancárias. Nessas comunicações, alegava falsamente que o banco estava a bloquear o acesso às contas para justificar o protelamento dos pagamentos.
Esta atividade criminosa terá tido início em junho de 2025, prolongando-se até à atualidade e afetando um número ainda indeterminado de pessoas. Durante o cumprimento de mandados de busca domiciliária realizados ontem, as autoridades recolheram provas de que o crime continuava em curso, tendo identificado uma nova vítima que terá sido lesada em mais de 20 mil euros.
Vício no jogo motiva crimes de falsidade informática
A investigação criminal permitiu apurar que o móbil para estes crimes era a grave adição do jovem ao jogo, um problema que o acompanhava já há vários anos. O dinheiro apropriado através das burlas era utilizado para suportar as despesas do seu quotidiano e, essencialmente, para alimentar apostas efetuadas online em diversas plataformas.
O suspeito será agora presente às autoridades judiciárias no Tribunal de Barcelos para o primeiro interrogatório judicial. Neste processo, serão aplicadas as medidas de coação adequadas aos crimes de burla qualificada, burla simples e falsidade informática de que está indiciado.












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