
A Anthropic iniciou a implementação de um sistema de verificação de identidade para o acesso a determinados casos de uso da sua plataforma. Conforme detalhado no suporte oficial do Claude, o processo obriga a apresentação de um documento de identificação físico emitido pelo governo com fotografia e a captura de uma imagem do rosto com a câmara do telemóvel ou computador, que será posteriormente comparada com o documento fornecido.
A parceria controversa que afasta os utilizadores
A medida foi recebida com profundo descontentamento pela comunidade. Muitos subscritores questionam a verdadeira necessidade de provar a sua identidade para interagir com um assistente virtual, destacando o facto de a empresa já possuir os dados dos seus cartões de crédito associados às contas pagas. A grande vaga de críticas recai, no entanto, sobre a decisão de utilizar os serviços externos da Persona Identities. Esta empresa, que também fornece tecnologia de verificação de idade para entidades como a OpenAI e o Roblox, conta com o fundo Founders Fund como um dos seus maiores investidores.
O ponto de discórdia foca-se nas origens deste fundo, cofundado por Peter Thiel, que é igualmente o líder da Palantir. Esta empresa tecnológica de vigilância detém contratos de grande dimensão com várias agências federais norte-americanas, incluindo o FBI, a CIA e os serviços de imigração e alfândegas. As críticas apontam para o uso destas tecnologias no desenvolvimento de sistemas avançados de reconhecimento facial focados em vigilância governamental.
Resposta oficial garante a privacidade dos dados
Perante as dúvidas lançadas pelos utilizadores do Claude, os responsáveis clarificaram que a Persona será apenas a intermediária no manuseamento dos documentos e fotografias submetidas, assegurando que o sistema não efetua qualquer cópia nem armazena as imagens no processo.
A explicação partilhada realça que a parceira de verificação atua sob limites contratuais rígidos sobre o tratamento dos dados recolhidos, garantindo que toda a informação transita com níveis de encriptação elevados. A empresa prometeu categoricamente que os dados pessoais identificáveis não serão partilhados com terceiros, nem servirão para treinar os seus modelos de linguagem de inteligência artificial.












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