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tecnologia digital

A Palantir partilhou recentemente um longo texto na rede social X para resumir os principais pontos do seu livro de 2025, The Technological Republic. A publicação detalha a visão da empresa tecnológica sobre o papel de Silicon Valley na construção de ferramentas de defesa, de acordo com o manifesto partilhado na conta oficial da Palantir.

O fim da era atómica e a dissuasão por algoritmos

O documento assinado pelo líder executivo Alex Karp e por Nicholas W. Zamiska afirma que a capacidade das sociedades livres prevalecerem exige poder duro, o qual será construído com base em software. A publicação destaca que a questão já não passa por debater se as armas com inteligência artificial vão ser construídas, mas sim quem as vai construir e com que propósito. Os autores defendem que a era atómica está a terminar, dando lugar a um novo período de dissuasão suportado pela tecnologia inteligente.

O texto refere que os rivais das nações ocidentais não vão fazer pausas para promover debates teatrais sobre os méritos da tecnologia militar, sublinhando que o progresso avançará de qualquer forma.

Exigências ao setor tecnológico e visão sobre a sociedade

Entre os 22 pontos apresentados, a empresa defende que os talentos de engenharia têm uma dívida moral para com a nação e a obrigação de participar na defesa do país. O texto sugere também uma rebelião contra a tirania das aplicações, questionando se o iPhone limita a perceção sobre o que é possível criar na civilização moderna.

O documento aborda a exposição de figuras públicas, elogiando o interesse de Elon Musk por narrativas de grande escala e criticando o escrutínio implacável sobre a vida privada dos líderes. A publicação afirma ainda que o serviço militar deveria ser um dever universal partilhado por todos. Num prisma geopolítico, o texto conclui que o desarmamento pós-guerra da Alemanha e do Japão deve ser revertido e critica a forma como o ocidente tem evitado definir identidades nacionais concretas em nome da inclusão.

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