
A primeira vaga de processadores de 2 nanómetros está programada para chegar no final deste ano, com a Apple a introduzir a sua gama A20 e A20 Pro na família iPhone 18. Mas na indústria dos semicondutores não há tempo para pausas e o próximo passo já está a ser delineado. Segundo informações avançadas pelo DigiTimes, a TSMC planeia alcançar um novo marco tecnológico com a introdução do seu processo de fabrico sub-1nm, tendo os testes de produção previstos para 2029.
O roteiro para as próximas gerações
Enquanto a fabricante lida com a elevada procura pela sua tecnologia de 2nm, o relatório aponta para um roteiro extenso que abrange as litografias de ponta. A empresa tenciona iniciar a produção em massa do seu processo de 1.4nm, conhecido como A14, em 2028. Esta evolução promete uma melhoria de até 30% tanto no desempenho como na eficiência energética.
Além disso, a estrutura planeia dar resposta às encomendas de clientes que queiram utilizar o nó A16 (1.6nm). O momento mais crítico, contudo, chegará com a necessidade de fabricar wafers na complexa litografia sub-1nm.
Desafios de produção e o peso da inteligência artificial
Para concretizar este avanço, as instalações Tainan A10, em conjunto com as fábricas P1-P4, serão utilizadas com uma meta inicial de 5000 wafers mensais. A procura atual por chips dedicados à inteligência artificial tem sobrecarregado as linhas de produção, obrigando a empresa a implementar ajustes rápidos para cumprir as encomendas atempadamente.
Embora o relatório não identifique clientes específicos para este processo superavançado, é provável que a marca de Cupertino seja uma das primeiras a adotá-lo. Com a procura pelos seus smartphones a manter-se constante, não será de estranhar que a gigante norte-americana tenha de pagar um prémio considerável para garantir os lotes iniciais, tal como ocorreu em ocasiões anteriores.
O caminho até à produção em massa dos SoC sub-1nm permanece longo, dependendo diretamente da capacidade de a TSMC resolver os problemas de rendimento do fabrico. É devido a esta exata dificuldade que circulam rumores sobre a possibilidade de as fabricantes de telemóveis terem de recorrer a processadores inferiores nos seus lançamentos principais, reservando os chips mais avançados exclusivamente para os dispositivos da linha Ultra.












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