
Os veículos autónomos da marca começaram a circular em Dallas, mas a experiência está longe de ser perfeita para todos os passageiros. De acordo com o relato de um utilizador partilhado na rede X, uma viagem de teste revelou problemas inesperados de navegação que exigiram a intervenção humana para evitar situações perigosas a alta velocidade.
Chris Ramos, de 34 anos, decidiu experimentar a novidade após ver online que o serviço estava ativo. Contudo, a aventura começou com uma espera de quase duas horas na aplicação oficial, que não mostrava veículos disponíveis na sua área. Após finalmente conseguir entrar num carro a partir de um parque de estacionamento, a viagem pela cidade decorreu sem grandes sobressaltos, exceto pela hesitação do sistema em virar à direita num semáforo vermelho.
Pânico a mais de 130 km/h na autoestrada
A verdadeira prova de fogo surgiu quando o Tesla falhou a saída prevista e entrou numa autoestrada. Com o trânsito a fluir entre os 130 e os 145 km/h, o veículo autónomo começou por acelerar para acompanhar o ritmo das vias, mas subitamente reduziu a velocidade, dando a entender que iria encostar na berma.
Foi neste momento que Ramos admitiu sentir-se inseguro, sublinhando que não se deve parar numa autoestrada a menos que seja uma emergência extrema, devido ao fluxo rápido dos restantes condutores. Uma equipa de assistência remota teve de assumir o controlo do veículo, mantendo-o na faixa mais lenta até conseguir sair da via rápida de forma segura.
Percurso labiríntico até ao destino final
Longe de estar terminada, a viagem continuou a apresentar falhas de orientação. O veículo falhou o local de destino, dirigiu-se para uma localização errada e ficou preso a dar voltas a um hotel. O passageiro relatou ter contornado o edifício cerca de cinco vezes, passando repetidamente pelas mesmas lombas, até que o suporte técnico voltou a intervir para redirecionar a rota.
A certa altura, o sistema tentou terminar a viagem a cerca de 4,2 quilómetros do destino pretendido, antes de finalmente o levar ao local correto. No total, o trajeto de aproximadamente 17,7 quilómetros demorou 54 minutos e custou perto de 16 euros. Para efeitos de comparação, uma viagem anterior de 4,8 quilómetros num carro da Waymo na mesma cidade tinha custado um valor semelhante.
Apesar dos percalços, o utilizador considerou a experiência divertida para quem gosta de explorar novas tecnologias, embora não a recomendasse a pessoas mais idosas. A confiança de que o futuro será totalmente autónomo mantém-se, mas fica claro que ainda existem várias arestas por limar no sistema para garantir viagens totalmente pacíficas.












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