
Sam Altman garantiu numa publicação na rede social X que a missão da OpenAI não passa por desenvolver entidades para substituir os trabalhadores. O executivo reforça que o objetivo principal é aumentar e elevar as capacidades humanas, numa altura em que o mercado de trabalho enfrenta fortes reestruturações.
O impacto da automação no mercado de trabalho
O último ano foi marcado por despedimentos em massa em diversas indústrias de variados contornos, com muitos executivos a apontarem a adoção destas tecnologias como o principal motivo. A criadora do popular jogo Candy Crush, por exemplo, dispensou os programadores que tinham acabado de desenvolver ferramentas internas para gerar níveis de forma mais rápida, acabando substituídos pelo próprio sistema que criaram. Em julho passado, plataformas dedicadas a recursos humanos, como o Indeed e o Glassdoor, também eliminaram 1300 postos de trabalho porque os seus sistemas internos se tornaram demasiado eficazes a cruzar perfis de candidatos.
A situação atual alimenta o receio generalizado de que a tecnologia venha a eliminar a esmagadora maioria dos empregos. Dario Amodei, diretor executivo da Anthropic, tem contribuído ativamente para este clima ao afirmar repetidamente que o mundo está a seis a doze meses de distância de um cenário onde a escrita de código será quase totalmente dominada por máquinas.
Tensão crescente entre antigos aliados do setor
Perante o pessimismo geral, Altman considera que o pânico a longo prazo em torno da perda de empregos está errado. O líder tecnológico projeta um futuro onde as pessoas encontrarão ocupações mais gratificantes ou, caso não queiram trabalhar arduamente, poderão ainda assim desfrutar de uma vida de prosperidade. Anteriormente, o empresário já tinha recebido críticas ao sugerir que muito do trabalho de escritório atual não seria considerado trabalho real por um agricultor de há cinquenta anos.
Estas visões divergentes sublinham a rivalidade de anos entre Altman e Amodei. O atual líder da empresa concorrente trabalhou na equipa de Altman, mas saiu por volta de 2020 e 2021, juntamente com a sua irmã e outros investigadores, devido a preocupações com a segurança e a comercialização dos modelos, fundando assim uma alternativa focada na confiança.
A tensão entre os dois executivos atingiu contornos mais severos recentemente, após o Pentágono ter cancelado um contrato com a empresa de Amodei, que foi imediatamente absorvido pela organização de Altman. O clima hostil ficou evidente durante a Cimeira de Inteligência Artificial de 2026, realizada na Índia. No momento em que os líderes tecnológicos se juntaram para uma fotografia de união ao lado do primeiro-ministro, os dois executivos recusaram-se de forma expressa a dar as mãos.












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