
A Bosch encerrou o ano fiscal de 2025 com um volume de vendas de 2,2 mil milhões de euros em Portugal. Apesar de um ligeiro decréscimo justificado pela reestruturação do seu portefólio, a empresa tecnológica mantém uma posição robusta no país e já definiu a sua estratégia de expansão para faturar ainda mais durante o ano de 2026.
Ajustes no mercado e crescimento da equipa
O resultado financeiro global reflete uma descida de 2,6% em comparação com o ano transato. Esta alteração pontual deve-se, em grande parte, à venda da divisão de tecnologias de segurança e comunicações, que operava em Ovar, à empresa Triton em meados de 2025. Javier González Pareja, presidente da marca na região ibérica, destaca que o desempenho sólido num cenário económico exigente prova o sucesso da visão a longo prazo da companhia no território nacional.
Mesmo com os constrangimentos globais no fornecimento de semicondutores, a força de trabalho continua a aumentar. No final do ano passado, a fabricante contabilizava mais de 5900 colaboradores. Feitas as contas, e excluindo a equipa afetada pela transação em Ovar, este número representa uma subida de 3%, evidenciando a confiança da multinacional no talento local para continuar a inovar.
O impacto das unidades nacionais e o futuro da inteligência artificial
As várias fábricas e centros de desenvolvimento espalhados pelo país apresentaram resultados distintos, mas com perspetivas bastante animadoras. Em Braga, a unidade focada na mobilidade sofreu uma leve quebra nas vendas, mas está a preparar um regresso em força para este ano. O foco de produção recai agora no desenvolvimento de software automóvel, sensores, câmaras e sistemas de comunicação veículo-para-tudo, preparando o caminho para a condução autónoma.
Por outro lado, o polo de Aveiro destacou-se com um crescimento de dois dígitos na área de energia e edifícios, consolidando a sua liderança mundial no desenvolvimento de bombas de calor. Em Lisboa, o centro de serviços de especialidade também cresceu de forma estruturada, impulsionado pela divisão responsável pelas soluções de serviço. Esta equipa lisboeta conta agora com a preciosa ajuda de cerca de 150 engenheiros vindos de Ovar, focando-se ativamente na integração de inteligência artificial nos processos da gigante tecnológica.
Globalmente, a fabricante alcançou receitas de 91 mil milhões de euros em 2025. Para 2026, sustentada por um investimento expressivo em inovação e investigação, a meta da administração é clara: crescer entre 2% e 5%, apostando forte na digitalização, eletrificação e automação para superar as barreiras comerciais e os atuais desafios geopolíticos.












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