
A Polícia Judiciária (PJ), através da sua Diretoria do Centro, deteve um homem de 69 anos fortemente indiciado por crimes de burla qualificada e abuso de confiança agravado. O caso ocorreu numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) no concelho de Montemor-o-Velho, onde o suspeito exercia cargos de direção, tirando partido da vulnerabilidade dos utentes para proveito financeiro próprio, segundo avança o comunicado oficial da Polícia Judiciária.
O leque de vítimas era escolhido de forma cirúrgica. Aproveitando-se da fragilidade associada à idade avançada ou ao estado precário de saúde dos idosos, o arguido manipulava os utentes para conseguir o controlo dos seus bens.
O esquema de manipulação patrimonial
A estratégia do antigo dirigente assentava na criação de uma teia documental fraudulenta. Através da elaboração de procurações e de declarações de consentimento assinadas sob falsos pretextos, o detido conseguia transferir o património das vítimas diretamente para o seu nome.
As autoridades confirmam que o desfalque é avultado. O desvio ilegítimo de valores financeiros e a apropriação de bens imóveis ascendem a centenas de milhares de euros, deixando vários utentes desprovidos das suas poupanças de uma vida.
Medidas judiciais em curso
Após a intervenção da PJ, que travou a continuidade da burla, o detido vai agora ser presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra. A audiência servirá para o primeiro interrogatório judicial e para a consequente aplicação das medidas de coação adequadas à gravidade dos crimes.
A investigação permanece ativa e o inquérito está a ser titulado diretamente pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra, que procura agora apurar a totalidade da extensão dos danos causados à instituição e aos seus residentes.












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