
A consultora portuguesa Mars Shot anunciou uma reestruturação profunda da sua atividade, dividindo as suas operações em três novas áreas de negócio: Consulting, Talent e Academy. Esta alteração estratégica surge como resposta direta ao aumento substancial da procura por soluções práticas de inteligência artificial (IA) no tecido empresarial, com a empresa a prever a entrada de duas dezenas de novos colaboradores para suportar a expansão.
O objetivo central desta mudança passa por eliminar barreiras internas e ligar todas as fases da transformação digital num único fluxo contínuo. De acordo com Hugo de Sousa, fundador e diretor executivo da empresa, a meta não é apenas entregar tecnologia ou aconselhamento, mas sim garantir que as organizações resolvem os seus problemas reais e saem mais capacitadas de cada intervenção.
Consulting e Talent: O foco na execução prática
A primeira das novas frentes, a Mars Shot Consulting, encontra-se sob a liderança de Ana Tomás e foca-se no desenho e implementação de ferramentas tecnológicas que otimizam as operações diárias das empresas. Esta unidade tem acumulado uma forte presença em setores cruciais da economia, incluindo a banca, a construção civil, a indústria e a grande distribuição, priorizando sempre a entrega de resultados com um impacto que os clientes possam medir diretamente.
Para garantir que o tempo entre o planeamento e a aplicação prática seja o mais curto possível, a nova divisão Mars Shot Talent vai focar-se na captação e gestão de profissionais altamente qualificados. É precisamente aqui que entra o plano de contratar 20 novos talentos ao longo deste ano, com particular foco na procura de perfis técnicos avançados, como engenheiros e arquitetos de IA, destinados a reforçar tanto as necessidades internas como os projetos desenvolvidos nos clientes.
Academy: Formar para criar autonomia
A fechar o ciclo de transformação surge a Mars Shot Academy, gerida por Márcia Vicente, que assume a missão de treinar e desenvolver as competências dos trabalhadores dentro das próprias organizações. Depois de ter promovido cerca de 30 iniciativas de capacitação no ano passado, a consultora aponta agora para metas mais ambiciosas.
A expectativa para este ano passa por formar perto de 300 pessoas apenas no setor bancário, somando-se ainda ações direcionadas a meia centena de profissionais da área farmacêutica e a introdução de novos projetos focados na indústria alimentar. No total, a unidade estima impactar cerca de mil colaboradores até ao final do ano, garantindo que as equipas ganham a autonomia necessária para dominar os novos processos digitais sem dependerem continuamente de suporte externo.












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