
O governo japonês, em colaboração com o setor da aviação civil, começou a implementar robôs humanoides nos seus principais aeroportos internacionais. Segundo a informação avançada pelo grupo GMO Internet, esta medida visa combater de forma direta a grave crise de escassez de mão de obra que afeta o país, utilizando estas máquinas para otimizar o fluxo de passageiros e prestar assistência em vários idiomas.
Automação como resposta ao envelhecimento populacional
Os aeroportos do país transformaram-se em autênticos centros de testes para a inovação em tecnologia de automação. A parceria com o grupo GMO Internet tem como objetivo utilizar estes equipamentos para o transporte de bagagens e movimentação de cargas nas áreas operacionais. Esta aposta acelerada na robótica e na inteligência artificial surge como uma resposta clara à realidade do envelhecimento da população nipónica, que tem obrigado diversas empresas a procurar alternativas para garantir a continuidade das funções de apoio logístico.
O limite da intervenção das máquinas
Fabricados pela Unitree, os modelos selecionados para estas funções começaram a operar neste mês de maio e oferecem uma autonomia de três horas. No futuro, os mesmos deverão ser usados para ajudar na limpeza das cabines dos aviões.
Contudo, perante o recente debate nas redes sociais sobre a potencial substituição de humanos por máquinas, Yoshiteru Suzuki, presidente da JAL Ground Service, fez questão de esclarecer a estratégia. O responsável assegura que os robôs vão apenas aliviar o peso das tarefas fisicamente mais exigentes, não existindo a intenção de dispensar por completo a mão de obra humana. As atividades críticas e que exigem decisões de segurança rigorosas vão continuar sob a inteira responsabilidade das equipas de especialistas.












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