
A Qualcomm aproveitou o palco da Computex 2026 para revelar o seu mais recente trunfo no mundo da robótica. O novo Dragonwing IQ10 Robotics Reference Design é um kit de referência criado para simplificar e acelerar a construção de máquinas autónomas, combinando um processamento massivo com uma capacidade de até 700 TOPS focada em inteligência artificial.
O processo de desenvolver um robô exige investimentos avultados e enfrenta vários obstáculos, desde a integração complexa de sistemas até aos custos elevados de produção em massa. Com este novo kit, a fabricante promete eliminar esses constrangimentos ao entregar uma plataforma pronta a usar, segura e fácil de manter, o que permite encurtar a distância entre os protótipos e a implementação real.
Desempenho extremo num formato compacto
Acondicionado numa caixa compacta de 176 por 125 por 75 milímetros com refrigeração a ar integrada, o sistema foi desenhado para operar em ambientes hostis, suportando temperaturas entre 40 e 70 graus Celsius e alimentação de 12V ou 24V. O alvo principal são os robôs humanoides e os veículos robóticos autónomos.

No interior, o cérebro da operação é o processador Dragonwing IQ10, que partilha a arquitetura com o Snapdragon X2 Elite para computadores portáteis. Este componente integra 18 núcleos Oryon de terceira geração, suporte para até 64 GB de memória LPDDR5X e uma unidade de processamento neural dedicada. A conjugação de todas estas peças permite atingir as impressionantes 700 triliões de operações por segundo, garantindo uma resposta fluida para as tarefas de inteligência artificial.
Conectividade e ferramentas para o futuro
Para garantir que os robôs conseguem comunicar sem falhas, o kit inclui suporte para Wi-Fi 7, Bluetooth e um módulo 5G opcional. Conta ainda com quatro portas USB-C 3.2 da segunda geração, entradas nativas preparadas para receber até 12 câmaras GMSL2 e três portas de rede, além de um conector de expansão compatível com diversos componentes industriais.
A herança da tecnologia automóvel da marca reflete-se numa área dedicada em exclusivo à segurança e ao isolamento de falhas. Todo o sistema baseia-se em Ubuntu Linux, trazendo ambientes de execução integrados e suporte para modelos de linguagem de grande dimensão a correr localmente.
Embora os preços ainda não sejam conhecidos, a plataforma já está a ser testada por empresas do setor, como a NEURA Robotics e a Advantech, com a chegada aos mercados globais prevista para o mês de setembro.












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