
A Alliance for Open Media lançou oficialmente a versão 1.0 do AVM, marcando a primeira edição do aguardado codec de vídeo AV2. De acordo com as informações avançadas pelo Linuxiac, este sucessor do conhecido formato de código aberto foi desenhado para reduzir o tamanho dos ficheiros sem sacrificar a qualidade de imagem, o que promete facilitar a vida a quem consome e partilha conteúdos multimédia diariamente.
Compressão eficiente para os conteúdos do dia a dia
O grande foco desta novidade está na melhoria substancial da compressão de imagem. Na prática, isto significa que poderás assistir aos teus filmes e séries favoritos com a mesma qualidade de sempre, mas gastando muito menos largura de banda. Em alternativa, as plataformas de streaming poderão fornecer resoluções mais elevadas mantendo a mesma taxa de bits. Além de ajudar a reduzir os custos operacionais e de entrega dos serviços, os utilizadores finais vão usufruir de reproduções mais fluidas e ficheiros mais pequenos, sendo o cenário ideal para ligações à internet mais limitadas.
Preparado para realidades virtuais e aumentadas
Este formato livre de royalties não se limita apenas à reprodução tradicional de filmes ou vídeos na web. A sua arquitetura foi pensada para ir mais além, de forma a suportar conteúdos de realidade aumentada e realidade virtual de uma forma muito mais otimizada. Como estas aplicações exigem resoluções altíssimas, latência reduzida e visuais complexos, o novo pacote apresenta-se como a base ideal para lidar com essa exigência gráfica. Adicionalmente, melhora a visualização em ecrãs divididos e abrange uma vasta gama de níveis de qualidade. O lançamento inclui também a especificação detalhada do processo de descodificação.
Adoção ainda demora algum tempo
Apesar de ser um marco fundamental, anunciado inicialmente em setembro, a chegada da versão 1.0 não significa que possas começar a usar a novidade de imediato. O objetivo atual não é substituir o antecessor imediatamente, mas sim oferecer uma base estável de desenvolvimento para todo o ecossistema.
A adoção generalizada vai exigir tempo até que os programadores integrem o formato em leitores multimédia e navegadores. Será também necessário que os fabricantes de hardware comecem a incluir aceleração dedicada nos seus processadores gráficos, seja para telemóveis, televisores ou computadores, abrindo caminho para o uso prático definitivo.












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