
A Intel está a desenvolver uma nova tecnologia de inteligência artificial chamada extrapolação de fotogramas, com o objetivo de antecipar as ações dos utilizadores antes mesmo de estas serem realizadas. Segundo uma entrevista concedida por Tom Petersen, membro da empresa, ao site Gizmodo, esta solução procura melhorar a fluidez visual nos videojogos, gerando imagens com base na direção projetada do rato ou do comando, sendo direcionada especialmente para consolas portáteis.
Como funciona a extrapolação de fotogramas
Ao contrário da interpolação comum, que insere imagens geradas por inteligência artificial entre dois fotogramas já renderizados pelo computador, a extrapolação tenta prever o passo seguinte. O sistema analisa os dados do dispositivo para projetar onde o jogador irá posicionar o cursor ou a câmara no instante seguinte, criando e exibindo a imagem correspondente no momento exato.
Esta abordagem promete mitigar a sensação de atraso ou flutuação nas ações que por vezes afeta a geração clássica de fotogramas. A empresa foca esta novidade como uma forma de suavizar a experiência de jogo em ecrãs mais pequenos, sendo um dos destaques de hardware como os processadores Arc G3 e Arc G3 Extreme, desenvolvidos para equipar estes dispositivos portáteis.
Críticas à estratégia de mercado da concorrência
Durante a entrevista, Petersen também abordou a resistência de parte da comunidade de jogadores em relação ao uso de inteligência artificial, apontando falhas na comunicação de outras empresas do setor. O executivo mencionou que a Nvidia errou na forma como promoveu o DLSS, ao apresentar a tecnologia como uma nova base de desempenho pela qual os consumidores deveriam pagar, em vez de a posicionar como uma técnica para melhorar a renderização tradicional.
A Intel sublinha que a sua perspetiva não passa por prometer que uma placa gráfica de gama baixa atinja repentinamente o nível de um modelo topo de gama, mas sim garantir uma experiência de jogo mais estável para os utilizadores. Embora o projeto esteja em desenvolvimento há anos e não tenha ficado pronto a tempo da Computex 2026, a empresa garante que a funcionalidade está quase pronta para uma demonstração completa.












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