
O criador do aclamado Citizen Sleeper, Gareth Damian Martin, revelou oficialmente o seu mais recente projeto: Signet City. Depois de um breve vislumbre em maio, o título foi agora apresentado com a promessa de trazer uma abordagem refrescante e invulgar ao género dos jogos de papel (RPG), apostando numa estética muito própria que o próprio criador descreve como "fungalpunk".
A revelação foi acompanhada por um trailer que, apesar de curto, estabelece de imediato o ambiente do jogo. Os jogadores vão deparar-se com visuais marcantes a preto e branco, num cenário monocromático densamente infestado por cogumelos, evocando uma atmosfera industrial que remete à icónica City 17. A sonoridade do vídeo fica a cargo do ritmo pós-punk da banda SPRINTS, ajudando a ditar o tom desta nova aventura.
Controlar um parasita na sociedade
De acordo com a descrição oficial partilhada no YouTube, em Signet City o jogador não assume o papel de um herói tradicional. Em vez disso, a premissa coloca-nos na pele de um parasita inserido numa metrópole onde tecnologias estranhas e ideias radicais começam a ganhar força. A missão passa por infetar os habitantes, crescer através deles, descobrir e alterar as suas histórias pessoais, enquanto se testemunha a época terminal da cidade.
A editora Fellow Traveller reforça que esta mecânica permite navegar pelo corpo social da urbe de uma forma única. Ao passar de hospedeiro em hospedeiro, torna-se possível moldar diálogos, influenciar decisões e explorar locais detalhados. A narrativa promete focar-se de forma profunda na vida interior das personagens controladas, mantendo a prosa forte e emotiva que se tornou a imagem de marca dos projetos do estúdio Jump Over the Age.
Inspirações nos anos 80 e lançamento no Steam
Ao contrário de In Other Waters ou da saga Citizen Sleeper, que se focavam num futuro distante, Signet City explora o que parece ser uma realidade alternativa. O cenário foi parcialmente inspirado no Reino Unido da década de 1980, aproveitando a decadência das cidades industriais do norte do país nessa época turbulenta. Para a vertente visual, Martin inspirou-se em fotografias a preto e branco, desenhos a tinta e na estética do mangá.
A produção conta ainda com novos colaboradores. Eli Rainsberry assume a componente de áudio e banda sonora, substituindo Amos Roddy, enquanto Tom Kitchen apoia na criação da arte dos cenários. Embora possam surgir comparações inevitáveis com narrativas de infeções fúngicas, as referências a cogumelos e à devastação ecológica já faziam parte das influências do criador, inspiradas em obras que criticam o capitalismo.
Signet City tem o seu lançamento confirmado na plataforma Steam para PC no final deste ano, não havendo ainda detalhes sobre a chegada a outras consolas.












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