
A Universidade de Oxford revelou na semana passada ter sido alvo de uma nova fuga de dados, depois de ter sido notificada pelo fornecedor externo Group GTI de que a plataforma de serviços de emprego CareerConnect tinha sido comprometida. Este sistema é igualmente utilizado por outras instituições de ensino de referência no Reino Unido, como o King's College London e a Universidade de Manchester, para a gestão dos seus respetivos centros de saídas profissionais.
Conforme detalhado no comunicado oficial da instituição, a intrusão na plataforma ocorreu no dia 28 de maio. Os atacantes conseguiram obter acesso a informações como o primeiro e último nome dos utilizadores, endereços de correio eletrónico e palavras-passe cifradas, afetando sobretudo quem não recorre ao sistema de autenticação unificada (Single Sign-On).
Impacto nos utilizadores e medidas de segurança
Os antigos alunos, investigadores e entidades empregadoras que acedem ao serviço através de credenciais criadas localmente viram as suas palavras-passe ser invalidadas pela Group GTI. Desta forma, será solicitada a redefinição dos dados de acesso na próxima vez que iniciarem sessão no sistema.
A universidade britânica e o fornecedor tecnológico sublinharam que não existem provas de que informações sobre cursos, ficheiros carregados pelos utilizadores, agendamentos de consultas ou dados de natureza financeira tenham sido envolvidos no incidente. Segundo a Group GTI, a ação dos atacantes pareceu concentrar-se exclusivamente na recolha de credenciais, o que poderá abrir caminho a futuras tentativas de phishing.
Segundo incidente de segurança registado este ano
Este caso representa a segunda falha de segurança reportada pela Universidade de Oxford este ano. No início de maio, o grupo de cibercrime ShinyHunters já tinha realizado uma extorsão baseada na intrusão ao Canvas, um sistema de gestão de aprendizagem desenvolvido pela Instructure e adotado pela instituição.
Na altura, os atacantes alegaram ter roubado 280 milhões de registos associados a estudantes e funcionários de milhares de escolas e plataformas educativas em todo o mundo. A Instructure acabou por alcançar um entendimento com os piratas informáticos, que procederam à devolução dos dados e forneceram relatórios que comprovavam a destruição dos ficheiros roubados. Oxford confirmou ter sido uma das afetadas, mas indicou que a exposição se limitou a nomes de utilizador, mensagens internas e informações de inscrições, sem que os seus sistemas centrais fossem comprometidos.












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