
Estar presente nas respostas geradas por sistemas de inteligência artificial (IA) tornou-se um objetivo central para muitas empresas, mas um novo relatório da agência de comunicação Burson revela que isso não é tudo. O estudo, intitulado "The Credibility Paradox" (O Paradoxo da Credibilidade), defende que as marcas devem focar-se não apenas em aparecer nessas ferramentas, mas sim no nível de persuasão e convencimento que essas respostas transmitem aos utilizadores.
Conforme detalhado pela Burson no seu site oficial, a análise recorreu à plataforma de marketing de IA Profound e ao modelo preditivo Decipher, desenvolvido pela própria agência, para avaliar a credibilidade de mais de 55 mil respostas associadas a 85 empresas em sete plataformas de IA diferentes.
O que revela o relatório
Os dados extraídos pelo modelo preditivo apontam que as alegações concretas tendem a receber pontuações de confiança mais elevadas do que as declarações abstratas. Quando as ferramentas de inteligência artificial respondem a questões sobre a cultura de trabalho ou os produtos de uma empresa, os textos são vistos como mais credíveis do que quando abordam temas de liderança ou governação corporativa.
Outra conclusão relevante prende-se com o público de negócios, que se assume mais recetivo a este tipo de conteúdo. O modelo classificou as respostas das plataformas como 10% mais credíveis para o público empresarial do que para os consumidores comuns. Enquanto os profissionais valorizam principalmente a inovação, os consumidores finais dão maior importância à cultura de trabalho e à qualidade dos produtos.
O impacto no mercado e o futuro do SEO
Atualmente, muitas marcas dedicam esforços a monitorizar a sua presença e pesquisa nas plataformas de IA, mas esta análise sugere que a forma como a informação é apresentada tem mais peso do que a menção em si. Recentemente, a Google descreveu a otimização para motores de IA (GEO) como sendo "ainda SEO", reforçando que as estratégias tradicionais continuam válidas, embora agora exijam uma camada adicional de escrutínio sobre o quão convincente é o conteúdo gerado.
O relatório ressalva que estas pontuações são apenas previsões estatísticas e ainda não foram testadas diretamente contra as reações reais dos utilizadores. Apesar desta limitação, os resultados servem de alerta para o mercado: acompanhar o que a IA diz sobre uma organização será cada vez mais crucial para o sucesso da descoberta de marcas na internet.












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