
O panorama dos sistemas operativos para computadores continua a registar uma forte liderança da Microsoft. De acordo com os relatórios mais recentes da StatCounter, relativos a maio de 2026, o Windows 11 conseguiu consolidar de forma clara a sua presença no mercado mundial, alcançando uma quota expressiva de 71,84% entre todas as versões da plataforma da gigante tecnológica em utilização.
Por sua vez, o Windows 10 ainda resiste com uma fatia importante de 26,21%. Apesar de manter um grupo relevante de utilizadores, esta versão encontra-se agora a uma distância considerável do seu sucessor direto, confirmando que a migração global para a nova geração está praticamente consumada.
Fragmentação no mercado de computadores desktop
No cenário geral dos computadores de secretária, os sistemas da Microsoft asseguram uma quota de mercado global de 62,06%. Contudo, as mais recentes análises estatísticas da StatCounter trazem alguns dados curiosos que recomendam alguma prudência na interpretação dos números, devido a possíveis distorções na deteção das plataformas.
Um exemplo claro dessa fragmentação é o surgimento de uma categoria classificada apenas como "outro", que arrecada uns surpreendentes 18,74%. Este segmento indefinido consegue mesmo superar o ecossistema da Apple, que surge dividido nos relatórios entre o OS X, com 10,49%, e o macOS, com apenas 4,21%.
Linux mantém crescimento sustentável fora do nicho
Fora do domínio partilhado entre a Microsoft e a Apple, o Linux continua a demonstrar uma evolução sólida, representando agora 3,09% do mercado de desktop. Este crescimento ajuda a impulsionar o sistema para lá do seu público tradicional, motivado pelo sucesso de dispositivos portáteis como a Steam Deck, melhorias significativas na compatibilidade de drivers e uma adoção cada vez maior de aplicações baseadas na web. Já o Chrome OS mantém uma presença discreta, fixando-se nos 1,4%.
No que diz respeito às edições mais antigas do ecossistema Windows, a utilização atual é puramente residual. O outrora popular Windows 7 mantém uma quota de 1,62%, enquanto o veterano Windows XP teima em não desaparecer por completo, registando ainda 0,2%. Esta permanência verifica-se sobretudo em sistemas legados, infraestruturas informáticas de equipamentos industriais ou na execução de máquinas virtuais isoladas.












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