
A AMD decidiu voltar atrás na sua controversa decisão e vai finalmente proceder à substituição de um processador Ryzen 9 7950X3D que inchou misteriosamente. Segundo os detalhes partilhados pelo Hardware Unboxed, a fabricante norte-americana aceitou a garantia depois da recusa inicial ter gerado uma forte onda de indignação entre os entusiastas de hardware e vários meios especializados.
O mistério do processador inchado
A situação começou com um utilizador conhecido como VINCENT199411, que montou um equipamento de topo em maio de 2023. O sistema contava com o processador em causa, uma motherboard GIGABYTE X670E AORUS MASTER, memória Kingston Fury Beast DDR5-6000 e uma fonte de alimentação da be quiet de 1000W. De acordo com o relato do proprietário, o computador desligou-se repentinamente no dia 28 de abril de 2026 enquanto estava em repouso, acompanhado de um som de estoiro bastante percetível.
A partir desse momento, a máquina não voltou a ligar e descobriu-se uma deformação visível na parte traseira do substrato do chip. O utilizador defendeu sempre que não efetuou qualquer alteração manual de voltagem no processador, tendo apenas ativado o perfil EXPO para a memória, um processo padrão na plataforma AM5. No entanto, a fabricante avaliou as fotografias enviadas e classificou inicialmente o inchaço como um dano físico não abrangido pelas políticas de troca.
Pressão mediática força a troca do chip
O cenário tornou-se particularmente delicado para a empresa quando a motherboard e a fonte de alimentação foram testadas exaustivamente pelas respetivas marcas. Ambas as empresas emitiram certificados garantindo o perfeito funcionamento dos seus componentes, deixando o processador como o único suspeito da falha elétrica ou térmica.
Toda a controvérsia gerou memórias da fase inicial do socket AM5, quando os modelos Ryzen 7000 enfrentaram problemas de voltagem em algumas motherboards, o que forçou o lançamento de atualizações de BIOS para limitar os valores a 1,3V. Embora não existam provas concretas de que este caso específico esteja diretamente ligado a esse problema antigo, a comunidade criticou duramente a classificação automática de uma deformação interna como dano físico causado pelo cliente, especialmente quando a decisão foi tomada com base em simples fotografias.
Perante a dimensão que o caso atingiu nas redes sociais e na imprensa, a empresa optou por alterar a sua postura e assegurar a substituição da unidade. Contudo, a marca não emitiu qualquer declaração pública a assumir uma falha de design ou responsabilidade técnica neste evento específico, sugerindo que a alteração da decisão serve sobretudo para proteger a imagem da empresa junto dos consumidores.












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