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AMD Ryzen caixa

A AMD adicionou discretamente novos processadores ao seu catálogo oficial, chamando a atenção pela introdução do Ryzen 3 3100U. Esta unidade de processamento acelerado (APU) destinada a dispositivos móveis surge a meio de 2026, mas carrega uma base tecnológica que remete aos computadores portáteis económicos lançados em 2019, distanciando-se do hardware moderno. No total, a marca integrou três novos chips na sua linha de produtos: o Ryzen 7 4700LE para sistemas de sobremesa pré-montados, e dois modelos móveis da série Ryzen 3000U, que incluem o Ryzen 5 3501U e o polémico Ryzen 3 3100U, conforme revelam os dados partilhados pelo VideoCardz.

Especificações técnicas baseadas na arquitetura Picasso

O percurso do Ryzen 3 3100U surge listado na família Ryzen 3000 Series sob o nome de código Picasso, contando com um processo de fabrico de 12 nm. Ao nível do processador, o chip disponibiliza apenas 2 núcleos e 2 linhas de execução (threads) suportados pela antiga arquitetura Zen+. Estas especificações operam a uma frequência base de 1,90 GHz, conseguindo atingir os 3,20 GHz em modo turbo. Adicionalmente, possui 4 MB de memória cache L3, suporte para memórias RAM até DDR4-2400, interface PCIe 3.0 e um perfil térmico (TDP) base de 15W, que se mostra configurável entre os 12W e os 35W. O seu lançamento oficial está previsto acontecer durante o corrente mês de junho de 2026.

Ao nível do desempenho gráfico, a componente de vídeo integrada assenta numa iGPU Radeon Vega 8 dotada de 8 núcleos gráficos a 1.200 MHz. Esta abordagem indica que a AMD procura reaproveitar designs antigos já amortizados para preencher o segmento de entrada do mercado. Desta forma, equipas de fabrico de computadores originais (OEM) conseguem conceber equipamentos muito acessíveis, embora a utilização de um processador de apenas 2 núcleos possa limitar a experiência fluida no sistema operativo Windows.

Outras adições ao catálogo e alternativas de mercado

A par do modelo de entrada, o fabricante disponibilizou também o Ryzen 5 3501U, outro chip pertencente à arquitetura Picasso de 12 nm. Este componente eleva a fasquia ao oferecer 4 núcleos e 8 threads com uma frequência base de 2,10 GHz, alcançando 3,70 GHz em turbo. Mantém o consumo de 15W de TDP, compatibilidade com DDR4-2400, interface PCIe 3.0 e a mesma solução gráfica Radeon Vega 8 a 1.200 MHz, aproximando-se bastante do comportamento do conhecido Ryzen 5 3500U original.

No plano dos computadores de secretária, a novidade é o Ryzen 7 4700LE, focado em sistemas preensamblados. Baseado na arquitetura Renoir (Zen 2), este processador disponibiliza 8 núcleos e 16 threads, operando a 3,60 GHz de base e até 4,20 GHz em turbo. Exige 65W de TDP, encaixa no socket AM4 e suporta memórias DDR4-3200, destacando-se por não incluir gráficos integrados, o que obriga à instalação de uma placa gráfica dedicada. O seu registo de lançamento aponta para o dia 25 de março de 2026.

Esta estratégia de preenchimento da gama baixa coloca estes chips em concorrência direta com propostas concebidas para computadores portáteis económicos, situados na faixa dos 350 euros. Como alternativa de usabilidade nesta categoria de preços, surgem os dispositivos equipados com o chip Qualcomm Snapdragon C, baseados na plataforma ARM e otimizados para tarefas escolares ou de escritório.

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