
A Anthropic está a ser alvo de um processo judicial coletivo nos EUA, sob a acusação de enganar os clientes que subscrevem as opções mais caras do seu assistente digital. De acordo com a notícia avançada pelo Wall Street Journal, a ação judicial alega que a tecnológica tem apresentado publicidade enganosa sobre as capacidades de processamento incluídas nas subscrições de topo do Claude.
Promessas de maior consumo sob suspeita
O queixoso responsável pelo processo afirma que os limites reais de utilização são significativamente inferiores aos promovidos. As subscrições em causa custam cerca de 92 euros e 184 euros por mês, respetivamente, e deveriam oferecer limites de processamento cinco e vinte vezes superiores ao plano intermédio. Contudo, os utilizadores apontam que as comunicações oficiais enviadas pela empresa detalhavam limites semanais muito abaixo do estipulado no marketing inicial.
A situação tornou-se ainda mais evidente com a chegada do modelo Fable 5, cujas capacidades autónomas exigem muito mais poder de computação. Tarefas complexas como o desenvolvimento de páginas web gastam o saldo disponível rapidamente, o que originou uma onda de protestos devido à rápida expiração das janelas de utilização. Esta polémica surge numa altura em que a tecnológica ultrapassou a OpenAI em valor de mercado, mas enfrenta pressões do governo norte-americano para restringir o acesso a sistemas avançados por motivos de segurança.
Custos elevados da tecnologia geram contestação
O caso reflete um descontentamento geral da indústria face aos custos crescentes associados aos grandes modelos de linguagem. Grandes marcas tecnológicas têm procurado alternativas mais acessíveis à medida que os orçamentos de treino disparam. Durante um evento recente, a Microsoft revelou novos modelos focados em eficiência económica para atrair clientes que procuram fugir dos preços elevados praticados pela concorrência.
Em resposta a este cenário, várias frentes de desenvolvimento ponderam reduzir os valores cobrados pelo processamento de dados de forma a manter a competitividade, enquanto soluções de código aberto ganham popularidade entre empresas e utilizadores individuais afetados pela inflação dos serviços proprietários.












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