
O Ministério Público emitiu um alerta direcionado aos cidadãos devido ao crescimento acentuado de burlas que envolvem chamadas e mensagens de falsos funcionários bancários. Esta fraude sofisticada visa enganar os clientes para conseguir acesso legítimo às suas contas e desviar fundos. Para contrapor a situação, a Associação Portuguesa de Bancos relembrou que as instituições financeiras nunca enviam hiperligações nem solicitam credenciais para anular quaisquer operações.
Como funciona o esquema dos falsos funcionários
De acordo com as autoridades, este método vai muito além do tradicional phishing, que habitualmente se limita a recolher informações através de páginas ou SMS fraudulentas. Desta vez, os criminosos associam a recolha inicial de dados a um contacto telefónico direto, conseguindo assim construir uma relação de maior confiança com as vítimas.
O processo criminoso começa com o envio de uma mensagem curta que simula ser da entidade bancária, informando sobre uma suposta transferência suspeita na conta do utilizador. Ao carregar na hiperligação facultada, a pessoa é direcionada para uma página falsa que imita o banco, onde lhe é solicitado que introduza as suas chaves de acesso e códigos de validação.
Com estas informações em posse, os burlões efetuam um telefonema fazendo-se passar por assistentes do banco. Durante a conversa, pedem à vítima que confirme determinados códigos ou autorize movimentos, alegando que estão em curso procedimentos para travar a transferência fraudulenta. Contudo, essas mesmas validações servem precisamente para que os atacantes confirmem o desvio do dinheiro para as suas próprias contas.
O impacto do cibercrime e os conselhos de segurança
Este cenário reflete uma tendência preocupante no panorama da segurança digital em Portugal. No decorrer do ano de 2025, o país contabilizou perto de 62 mil incidentes de cibersegurança, um número expressivo que engloba situações de burlas bancárias, roubo de palavras-passe e desvio de dados pessoais.
Para evitar cair nestas armadilhas, a recomendação das entidades competentes é clara: os cidadãos devem ignorar de imediato qualquer contacto deste género. Caso surjam dúvidas sobre a legitimidade de uma transação ou de uma comunicação, a melhor abordagem passa sempre por desligar a chamada e contactar a instituição bancária através dos canais oficiais conhecidos, garantindo uma verificação direta e inteiramente segura.












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