
A rede social chinesa Xiaohongshu está a planear a sua oferta pública inicial, com as mais recentes informações a apontarem para uma estreia no mercado financeiro asiático. Segundo os dados avançados pelo portal noticioso 163.com, a empresa ainda não definiu detalhes cruciais como o calendário exato para a operação, o montante que pretende angariar ou a avaliação de mercado final.
Mudança de rumo para as tecnológicas asiáticas
A possibilidade de a empresa entrar em bolsa não é um tema recente. Em 2018, a cofundadora da marca, Miranda Qu, chegou a estabelecer o ano de 2021 como a data limite para concretizar este objetivo, o que acabou por não acontecer. Os rumores iniciais sugeriam uma cotação nos Estados Unidos, mas as tensões geopolíticas com Washington e as restrições de Pequim sobre a presença de empresas nacionais em bolsas estrangeiras desviaram as atenções para Hong Kong, acompanhando a tendência de outras gigantes do setor.
Criada em 2013 em Xangai como um espaço focado em recomendações de compras, a plataforma completou sete rondas de financiamento ao longo da sua história. Este percurso contou com o forte apoio de investidores de peso como a Alibaba e a Tencent, bem como de fundos como a Sequoia e a GGV Capital.
As estimativas indicam que a empresa fechou o ano de 2025 com lucros na ordem dos 2.585 milhões de euros. No mesmo período, a sua avaliação de mercado terá atingido um valor aproximado de 43.000 milhões de euros, consolidando a sua posição no setor tecnológico.
Lucros expressivos e o peso da concorrência
Atualmente, a Xiaohongshu posiciona-se como uma das principais rivais da Douyin, a versão chinesa do TikTok, no segmento das redes sociais. A sua vertente internacional, conhecida como RedNote, conseguiu mesmo registar um crescimento notável nos Estados Unidos durante o breve período em que a aplicação desenvolvida pela ByteDance enfrentou uma proibição temporária no país.
De acordo com a agência Bloomberg, o contexto atual em Hong Kong apresenta-se bastante favorável para acolher novas ofertas públicas iniciais. Estima-se que as novas entradas na bolsa local alcancem um volume superior a 37.000 milhões de euros este ano, o valor mais alto dos últimos seis anos, impulsionado pelo interesse dos investidores nestas empresas.
Contudo, a mesma fonte alerta para os desafios futuros. A rápida evolução da inteligência artificial, que tem motivado grande parte do entusiasmo financeiro atual, pode também representar uma ameaça real para o tráfego e para a sustentabilidade dos modelos de negócio tradicionais de plataformas como a Xiaohongshu.












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