
A adaptação ao cinema de Death Stranding vai afastar-se das abordagens focadas no choque visual, trocando a violência gráfica por uma atmosfera de tensão pura e sobrevivência. A garantia foi dada por Michael Sarnoski, realizador e argumentista do projeto, numa entrevista à GamesRadar+, onde revelou detalhes sobre o tom da película inspirada na obra de Hideo Kojima.
Tensão e perigo iminente
Sarnoski, também conhecido pelo seu trabalho em A Morte de Robin Hood, quis tranquilizar os entusiastas do jogo original. O cineasta explicou que o foco não estará no derramamento de sangue gratuito. A equipa procurou traduzir a brutalidade do universo da Kojima Productions através do isolamento dos cenários e de um constante sentimento de ameaça ambiental.
"Não diria que o guião é muito violento. Há definitivamente muita ação e emoção", assegurou o realizador. Sarnoski sublinhou que a letalidade deste mundo sente-se pela incerteza a cada esquina, servindo as sequências movimentadas para guiar a exploração e explicar as regras de sobrevivência deste ecossistema, longe das exibições de mutilação explícita presentes noutras das suas obras.
Uma narrativa independente
A produção da A24 em parceria com a Kojima Productions, anunciada em 2023, não será uma recriação exata da jornada entregue aos jogadores nas consolas e no PC durante 2019. Hideo Kojima já esclareceu que a intenção é conceber uma obra com identidade própria, capaz de atrair qualquer espetador que aprecie a sétima arte.
A história vai decorrer integralmente no universo já estabelecido da marca, mas introduzindo novos protagonistas e arcos narrativos. Apesar deste distanciamento da trama base, o ator Norman Reedus expressou publicamente o seu interesse em envolver-se no projeto cinematográfico. O filme de Death Stranding continua em fase de pré-produção pela A24 e ainda não possui uma data oficial de lançamento definida para as salas mundiais.












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