
A Nothing decidiu cancelar os planos para o lançamento do CMF Phone 3, justificando a decisão com o aumento drástico dos preços dos componentes de armazenamento e memória RAM. De acordo com os detalhes partilhados pelo 9to5Google, o encarecimento destes semicondutores inviabilizou a criação de um sucessor acessível na submarca, uma vez que os custos de produção iriam disparar cerca de 50% face aos modelos atuais.
Crise das memórias trava planos da Nothing
A forte procura por soluções ligadas à inteligência artificial fez com que os preços da memória DRAM e da tecnologia NAND Flash disparassem, chegando a custar três a quatro vezes mais do que no ano passado. Akis Evangelidis, cofundador da Nothing, confirmou que a memória passou a ser o componente mais dispendioso do dispositivo. Mesmo que a marca pretendesse manter a sua linha de equipamentos económicos, torna-se impossível lançar um novo modelo competitivo sem inflacionar o preço final para o consumidor.
Esta crise de componentes já se faz sentir no mercado global, afetando não só os computadores e consolas, mas também o segmento dos telemóveis inteligentes de gama média e de entrada.
O sucesso da marca e o stock esgotado
A estratégia da Nothing com a insígnia CMF baseava-se em oferecer designs minimalistas com especificações equilibradas a valores bastante contidos. O CMF Phone 2 Pro, lançado em abril de 2025 por um preço de referência de 249 dólares (cerca de 230 euros numa conversão direta, sem contar com os devidos ajustes de impostos para o território português), encontra-se atualmente esgotado nas lojas.
Esse dispositivo contava com um processador Dimensity 7300 Pro, ecrã de 6,77 polegadas Full HD+, câmara de 50 MP com sensor telefoto e uma bateria de 5.000 mAh. Para já, quem quiser um equipamento desta linha terá de se contentar com as versões anteriores, uma vez que a empresa não pretende avançar para uma nova geração enquanto os preços dos componentes se mantiverem nestes patamares astronómicos.












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