
A NASA está a avançar com uma operação de emergência para resgatar o Neil Gehrels Swift Observatory, cujo decaimento orbital está a acontecer a um ritmo muito mais rápido do que o previsto. O telescópio espacial tem vindo a perder altitude de forma acelerada, o que levou a agência espacial norte-americana a planear um encontro em órbita para elevar a rota do dispositivo, garantindo assim mais alguns anos de atividade científica no espaço. Segundo as informações avançadas pela Space, a data de lançamento para esta complexa missão de salvamento ficou agendada para o dia 27 de junho.
A estratégia robótica de resgate
Para concretizar este plano, a NASA estabeleceu uma parceria com a tecnológica Katalyst Space no ano passado, com o intuito de desenvolver a LINK, uma nave robótica concebida especificamente para acoplar no observatório e rebocá-lo para uma altitude segura.
Os trabalhos logísticos avançaram em solo americano, tendo os engenheiros da Wallops Flight Facility, na Virgínia, concluído a instalação da LINK num foguetão Pegasus XL da Northrop Grumman. Pouco depois, o vetor foi fixado à fuselagem do avião Stargazer, também da Northrop Grumman. A aeronave partiu da Virgínia rumo ao Atol de Kwajalein, no Oceano Pacífico Sul, local onde será efetuada a descolagem final.
O impacto da atividade solar na órbita
O procedimento de lançamento prevê que o Stargazer transporte o Pegasus XL até uma altitude aproximada de 40.000 pés antes de o libertar. Após alguns segundos de queda livre, os motores do foguetão serão acionados para colocar a nave LINK no espaço num trajeto de cerca de 10 minutos.
Embora a perda gradual de altitude seja um fenómeno comum a todos os satélites em órbita terrestre, o telescópio Swift sofreu um desvio invulgar. A agência espacial explica que esta situação decorre do aumento recente da atividade do Sol, que gerou um arrasto atmosférico superior ao que tinha sido inicialmente calculado para o ciclo de vida do aparelho.
O papel do observatório na astronomia moderna
Lançado originalmente em 2004 com o propósito de estudar explosões de raios gama, o observatório Swift atua hoje como uma ferramenta multifunções de banda larga para a comunidade científica global. O telescópio funciona como uma espécie de alerta central sempre que ocorre um evento súbito no universo, emitindo dados cruciais que permitem a outros observatórios direcionar os seus instrumentos de análise.
Foi através deste sistema que o Swift localizou a origem de uma fonte de raios X, revelando-se mais tarde tratar-se de uma supernova com 13 mil milhões de anos. A descoberta acabou por ser detalhadamente documentada por outras infraestruturas de ponta, como o telescópio James Webb.












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