
Apesar da rápida adoção e da presença constante de assistentes digitais na rotina diária, a inteligência artificial continua a ser recebida com um elevado ceticismo. Um estudo recente revelou que metade da população adulta nos Estados Unidos já utiliza modelos generativos semanalmente, mas uma minoria expressiva demonstra confiança no valor destas ferramentas a longo prazo. De acordo com os dados avançados pela TechSpot, apenas 16% dos cidadãos consideram que o avanço tecnológico trará benefícios reais para a comunidade.
A evolução dos assistentes tradicionais para sistemas mais robustos veio facilitar tarefas como a resolução rápida de problemas profissionais ou a assistência em tarefas criativas. No entanto, o ritmo acelerado com que estas plataformas se desenvolvem é apontado pela maioria dos inquiridos como um motivo de preocupação, superando o entusiasmo pelas capacidades práticas demonstradas no dia a dia.
ChatGPT mantém liderança isolada no mercado
A pesquisa elaborada pelo Centro de Investigação Pew detalha as preferências dos utilizadores no segmento dos chatbots, onde a OpenAI mantém uma posição dominante. O ChatGPT é a escolha principal de 44% dos americanos, enquanto o Gemini da Google garante a segunda posição com uma quota de utilização de 24%.

O ecossistema da Microsoft segue na tabela com o Copilot a registar 17% das preferências, seguido de perto pela Meta AI, que arrecada 14% do mercado. Outras soluções, como o Grok, o Claude da Anthropic e o Character.ai, completam a lista com fatias de utilização mais modestas, situadas nos 8%, 6% e 3%, respetivamente.

Pesquisa de informação domina as intenções de uso
O principal motor de interação com a ia é a busca de dados e respostas imediatas, uma atividade indicada por 42% dos participantes. O auxílio na execução de deveres laborais surge logo a seguir como uma das grandes prioridades do público.
O inquérito indica ainda os seguintes cenários de utilização:
Entretenimento e lazer pessoal motivam 25% das sessões de utilização;
Edição de conteúdos multimédia, como imagens e vídeos, atrai 24% dos utilizadores;
Consultas relacionadas com saúde, bem-estar ou planos de nutrição são realizadas por 20% da amostra;
Consumo de notícias atualizadas representa o foco de 13% dos cidadãos;
Apoio emocional e a procura de companhia virtual registam 10% e 4% das intenções de uso, respetivamente.
Curiosamente, a faixa etária mais jovem, que compreende utilizadores entre os 18 e os 29 anos, é a que apresenta o olhar mais crítico sobre o impacto social da tecnologia, com somente 14% a antever efeitos positivos. O pico de otimismo reside no grupo dos 50 aos 64 anos, embora este se fixe nuns contidos 18%.












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