
A nova versão do darktable 5.6 já foi disponibilizada para o público entusiasta da fotografia. Esta aplicação de código aberto, amplamente reconhecida como um revelador de ficheiros em bruto (raw) e gestor de fluxo de trabalho fotográfico, traz atualizações de peso que prometem agilizar e elevar a qualidade da edição de imagem. O grande destaque desta versão assenta na integração de ferramentas inteligentes que funcionam através de processos avançados diretamente no sistema do utilizador.
Como detalhado pela equipa de desenvolvimento no site oficial, a maior inovação é o subsistema opcional focado em inteligência artificial. Com este novo mecanismo, os utilizadores podem ativar as funcionalidades avançadas durante a execução, eliminando a necessidade de reiniciar a aplicação. A gestão dos modelos de IA é feita num separador dedicado nas preferências, onde é possível efetuar a transferência a partir de repositórios configuráveis, simplificando todo o processo de configuração e manutenção.
Máscaras inteligentes e aceleração por placa gráfica
No painel de gestão de máscaras da mesa de luz, estreia-se a ferramenta de máscara de objetos por inteligência artificial. Esta novidade possibilita a segmentação interativa de elementos na imagem recorrendo aos modelos SAM2.1 ou SegNext. O sistema suporta um refinamento contínuo através de indicações para destacar o primeiro plano ou o fundo da imagem.
A geração destas máscaras beneficia de aceleração por hardware sempre que uma placa gráfica compatível estiver disponível, oferecendo uma resposta quase em tempo real. Para os utilizadores de sistemas Linux e Windows, foram disponibilizados scripts de instalação que detetam automaticamente chips gráficos da NVIDIA, AMD ou Intel, configurando o ambiente necessário para a execução acelerada das tarefas de IA. Nos computadores macOS e em determinadas configurações de Windows, este suporte de aceleração já vem integrado e funciona de forma automática.
Restauro neuronal e exportação avançada
A barra lateral do darktable 5.6 conta agora com o módulo de restauro neuronal. Esta secção abrange tarefas complexas como a redução de ruído tradicional, a redução de ruído diretamente no ficheiro raw e a ampliação de resolução (upscaling). Para isso, a aplicação recorre a modelos baseados em ONNX, tais como o NIND UNet, RawNIND UtNet2 e RealPLKSR. Quem necessitar de expandir estas capacidades pode descarregar modelos adicionais a partir do repositório oficial.
Para além das melhorias associadas à inteligência artificial, a nova versão adiciona o módulo de harmonização de cores, ideal para correções flexíveis de tonalidades. A exportação de ficheiros também foi melhorada com o suporte para o formato HEIF, disponibilizando modos com e sem perdas de qualidade. O lançamento fica completo com várias otimizações na interface, melhorias gerais no desempenho e a resolução de falhas reportadas em versões anteriores.












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