
O Sistema de Depósito e Reembolso de embalagens, conhecido pela marca Volta, arrancou no passado dia 10 de abril, mas a sua receção está longe de ser unânime em Portugal. Segundo os dados avançados pela TVI, enquanto a entidade gestora faz um balanço bastante otimista dos primeiros meses de operação, a DECO PROteste alerta que a população continua com dúvidas expressivas sobre como recuperar o valor caucionado.
Sucesso operacional contra a falta de informação
Para a associação responsável pela gestão da iniciativa, a SDR Portugal, o arranque decorreu de forma muito positiva, considerando a natural fase de adaptação. O presidente da organização, Leonardo Mathias, destacou que o sistema foi lançado com uma infraestrutura robusta, contando com mais de 90% da rede automática instalada logo no primeiro dia. Este valor traduz-se em cerca de 2500 pontos de recolha espalhados por todo o território nacional, abrangendo o continente e os arquipélagos.
Por outro lado, a visão da DECO PROteste é mais cautelosa. Susana Correia, jurista da associação, refere que a estratégia de comunicação falhou, uma vez que a informação essencial só começou a chegar aos cidadãos quando a máquina já estava em movimento. A consequência direta é o desconhecimento generalizado, com muitos utentes a ignorarem que têm o direito de exigir o reembolso em numerário dos 10 cêntimos pagos por cada embalagem. Para agravar o cenário, a falta de esclarecimento prévio faz com que muitos encarem a medida como um novo imposto, em vez de um incentivo ambiental direto.
Transição das embalagens até agosto
A iniciativa abrange garrafas e latas de plástico, metal e alumínio com capacidade inferior a três litros, desenhadas para uso único. A mecânica é simples na teoria: na compra do produto paga-se um depósito que é depois devolvido mediante a entrega do recipiente vazio nos terminais automáticos.
Atualmente, existe ainda uma fase de transição que decorre até ao dia 9 de agosto. Durante este período, é perfeitamente normal encontrar nas prateleiras embalagens com e sem o símbolo do projeto, fruto dos inventários anteriores à entrada em vigor das novas regras. A entidade gestora sublinha que as dificuldades e as dúvidas são comuns a outros países que adotaram modelos semelhantes, mas garante que os primeiros sinais são encorajadores. O principal objetivo nos próximos tempos passa por estabilizar o serviço e continuar a familiarizar o público com este novo hábito ecológico essencial.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!