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Vários computadores mais antigos correm o risco de perder a proteção de segurança no arranque devido à expiração dos certificados do sistema de inicialização segura, agendada para junho e outubro de 2026. A tecnológica partilhou o calendário oficial que detalha o fim da validade destas chaves digitais emitidas originalmente em 2011, as quais são essenciais para garantir que o sistema operativo arranca apenas com código fidedigno e livre de ameaças graves.

O impacto da caducidade nos sistemas UEFI

Os certificados digitais do Secure Boot encontram-se armazenados no firmware UEFI dos computadores. Esta ferramenta funciona como uma barreira de proteção no arranque, validando as assinaturas digitais de controladores, aplicações de inicialização e do próprio sistema operativo antes de este ser totalmente carregado. Com o fim do prazo de validade destas chaves de segurança de 2011, os dispositivos afetados deixam de conseguir receber novas defesas para o processo inicial de boot. Embora os computadores continuem a iniciar e a funcionar normalmente no dia a dia, permitindo navegar na internet ou utilizar aplicações, a ausência de atualizações para componentes críticos como o Windows Boot Manager ou bases de dados de revogação representa uma vulnerabilidade severa a longo prazo. Cibercriminosos poderão aproveitar falhas descobertas na cadeia de inicialização antes de o sistema carregar por completo, comprometendo ferramentas adicionais como a encriptação do BitLocker ou a integridade do código de terceiros.

Como verificar o estado de segurança no Windows 11

A maior parte dos computadores modernos recebe automaticamente as novas chaves digitais através dos canais habituais de atualização geridos pela tecnológica. Para que a instalação ocorra sem problemas, o utilizador necessita de ter a funcionalidade de arranque seguro ativa e o envio de dados de diagnóstico opcionais configurado. No caso de quem ainda utiliza o Windows 10, torna-se obrigatória a inscrição no programa de atualizações de segurança alargadas (ESU) ou, em alternativa, a transição definitiva para o Windows 11.

Para confirmar se o computador já se encontra devidamente protegido, é possível analisar o estado do sistema na aplicação de segurança nativa seguindo estes passos simples:

  1. Abrir a aplicação Segurança do Windows no menu de início.

  2. Aceder ao separador dedicado à Segurança do dispositivo.

  3. Consultar a mensagem apresentada na secção referente ao arranque seguro.

Caso surja um sinal de visto verde acompanhado pela indicação de que todas as atualizações exigidas foram aplicadas, não há motivo para preocupação. Por outro lado, um aviso amarelo sugere que os certificados ainda não foram instalados, sendo recomendável verificar o Visualizador de Eventos para encontrar o identificador correspondente. Se for exibida uma cruz vermelha indicando a impossibilidade de receber atualizações para a experiência de boot, significa que o firmware ou o hardware atual já não suporta os novos certificados, exigindo o contacto direto com o fabricante do equipamento. Importa referir que desativar esta proteção permite manter o funcionamento normal das tarefas diárias, mas remove uma camada de segurança vital contra ataques direcionados ao firmware.

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