
A corretora de criptomoedas Binance informou os seus utilizadores europeus sobre potenciais perturbações nos serviços após retirar o seu pedido de autorização regulamentar na Grécia. Esta decisão surge a poucos dias do limite de 1 de julho imposto pelo regulamento MiCA (Markets in Crypto-Assets), conforme detalhado numa publicação oficial da Binance.
Impacto direto para os utilizadores europeus
Ao abrigo das novas regras, qualquer empresa que ofereça serviços de criptoativos na Europa necessita de garantir a sua autorização até à data estipulada para evitar penalizações. Com a exigência de conformidade a apertar, os clientes residentes em países onde a plataforma detém atualmente licenças locais, como França, Itália, Espanha e Polónia, já começaram a receber mensagens com instruções exatas sobre como levantar os seus fundos. Esta transição obrigatória cria um cenário de cautela para os investidores em Portugal que dependem da plataforma para gerir os seus ativos digitais.
O plano alternativo e o peso do passado
A empresa esclareceu à CNBC que a estratégia atual passa por procurar a autorização noutro estado-membro, apontando esforços para França. O jornal Financial Times avançou que esta aprovação só deverá ser concretizada bastante tempo após a marca de 1 de julho, deixando um vazio temporário nas operações.
Este compasso de espera está a ser aproveitado por rivais já licenciados, como a Bitpanda e a OKX, que têm destacado o seu estatuto regulamentar nas redes sociais para atrair clientes. O atual obstáculo europeu junta-se a um longo historial de problemas judiciais da corretora, que abrange investigações em solo francês e sanções severas aplicadas nos EUA. No mercado norte-americano, a empresa pagou 4,3 mil milhões de dólares devido a violações de sanções financeiras, culminando na sentença de prisão do seu fundador, Changpeng Zhao, em 2024, por lavagem de dinheiro.












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