
O mercado das memórias RAM continua a castigar a carteira dos consumidores, e a paciência parece ter chegado ao fim. Um grupo de compradores avançou com uma ação judicial coletiva contra as gigantes da indústria, de acordo com as informações detalhadas pelo WCCFTech. A acusação aponta o dedo à criação de uma escassez artificial de componentes.
A crise no fornecimento e as exigências
A ação com a referência 3:26-cv-06345, submetida a 25 de junho de 2026 no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia e orientada pelo juiz Noel Wise, visa diretamente a Samsung, a SK Hynix e a Micron. Os queixosos, que incluem indivíduos e várias empresas de assistência e tecnologia, exigem compensações financeiras e argumentam que o trio manipulou o fornecimento de módulos DRAM para manter os valores em níveis recorde.
Para quem tenta melhorar o computador de secretária ou comprar um novo portátil em Portugal, o impacto desta situação é inegável, com os valores do hardware a registarem aumentos acentuados nas lojas nacionais ao longo dos últimos meses. Embora as fabricantes justifiquem a crise com a procura desmedida gerada pelo segmento da inteligência artificial e garantam estar a construir novas linhas de produção, os utilizadores comuns continuam a suportar o peso mais pesado da fatura.
O fantasma de condenações do passado
A suspeita em torno das práticas de mercado destas marcas tem raízes profundas na história da computação. O cenário reflete ecos do caso de 2005, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aplicou uma pesada sanção de 300 milhões de dólares por um esquema de fixação de preços que decorreu entre abril de 1999 e junho de 2002.
Naquela época, grandes entidades como a Dell, HP, Apple e IBM saíram altamente lesadas, o que levou a empresa sul-coreana a assumir a culpa, num caso que envolveu também marcas como a Infineon e a Elpida. Apesar do contexto atual diferir devido à disrupção real causada pelos servidores de IA, a desconfiança dos consumidores atingiu o limite. As marcas preferem fechar parcerias milionárias plurianuais no setor corporativo, o que esmaga o mercado de consumo e bloqueia qualquer previsão de descida de preços a curto prazo.












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