
A Microsoft acaba de anunciar a disponibilização geral dos modelos de inteligência artificial Claude na sua plataforma Azure, agora suportados pela avançada infraestrutura dos sistemas GB300 Blackwell Ultra. Segundo os detalhes partilhados na publicação oficial da Nvidia, esta integração permite a criação de agentes autónomos especialistas em diversos domínios sem que as empresas precisem de sair do ecossistema de serviços onde já operam.
Poder de processamento em grande escala
A parceria une as três empresas para fornecer uma capacidade de cálculo difícil de igualar no mercado tecnológico. Os servidores albergam a tecnologia dentro do Microsoft Foundry, utilizando a rede Quantum-X800 InfiniBand para suportar sistemas que lidam com subagentes complexos de forma independente e com taxas de transferência massivas.
A infraestrutura baseia-se no modelo GB300 NVL72, um autêntico colosso arrefecido a líquido que combina 72 processadores gráficos Blackwell Ultra e 36 processadores Grace. Para as empresas que exigem desempenho máximo na execução destas ferramentas complexas, as especificações confirmam uns impressionantes 37 TB de memória de acesso rápido, 130 TB/s de largura de banda e um desempenho computacional que chega aos 1,440 petaflops.
Modelos disponíveis e impacto no mercado empresarial
Atualmente, a Anthropic lista 11 variantes no catálogo da plataforma de nuvem, abrangendo desde as versões Opus 4.8 e Sonnet 4.6 até aos mais recentes modelos Mythos e Fable. Para o tecido empresarial português e europeu, a vantagem de utilizar a vertente hospedada diretamente no Azure reside na conformidade legal e na forte proteção de dados exigida a nível corporativo. A faturação é simplificada através de unidades de consumo próprias, sendo o uso cobrado na fatura habitual da infraestrutura, o que elimina a necessidade de expor informações a plataformas de terceiros.
O negócio assenta em investimentos de peso a nível global. A empresa criadora do Claude comprometeu-se a adquirir 30 mil milhões de dólares em capacidade computacional, com perspetiva de garantir até um gigawatt de energia dedicada. Em paralelo, a fabricante dos chips e a própria dona do Windows injetam 10 mil milhões e 5 mil milhões de dólares, respetivamente, cimentando assim uma das alianças financeiras mais robustas na atual corrida tecnológica.












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