
Segundo informações avançadas pelo jornal El Nacional e com base nos mapas interativos disponibilizados pelo Earthdata GIS da NASA, os recentes abalos sísmicos no norte venezuelano deixaram uma marca profunda na região. A catástrofe natural afetou milhares de infraestruturas e forçou uma operação de urgência para trazer cidadãos de volta a Portugal.
Imagens de satélite revelam o impacto no terreno
As capturas espaciais, obtidas através dos satélites Sentinel-1, permitiram aos especialistas comparar o antes e o depois do desastre que atingiu o país no dia 24 de junho. Os mapas gerados classificam os danos com códigos de cores, destacando a vermelho as zonas com maior probabilidade de colapso estrutural. Localidades costeiras como Caraballeda, Macuto, Naiguatá, La Guaira e Catia la Mar encontram-se entre as áreas mais fustigadas.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento estima que cerca de 59 mil edifícios tenham sofrido danos na região norte. O impacto financeiro provocado pelos dois sismos de magnitudes 7,2 e 7,5 — com epicentro junto a San Felipe e Yumare — está avaliado em 6,7 mil milhões de dólares, um valor que se traduz em aproximadamente 6,2 mil milhões de euros, sublinhando a enorme dimensão do desafio de reconstrução que o país agora enfrenta.
Vítimas e a operação militar de repatriamento
O rasto de destruição estendeu-se pela costa central até à área metropolitana de Caracas. O balanço oficial mais recente aponta para 1719 vítimas mortais e mais de cinco mil feridos, existindo ainda a indicação da ONU de que mais de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas no meio dos escombros. A comunidade lusodescendente foi severamente atingida, registando-se a morte de 56 portugueses, com outros 91 ainda incontactáveis.
Em resposta a esta emergência, o Estado português ativou os seus mecanismos de resgate. Durante a madrugada desta terça-feira, um avião militar Embraer KC-390 aterrou no aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, pelas 05h18, trazendo a bordo 19 cidadãos nacionais. Nuno Melo, ministro da Defesa, confirmou que as Forças Armadas mantêm uma prontidão permanente para continuar o transporte e prestar apoio logístico, juntando-se aos esforços de busca e salvamento de vários estados da União Europeia que já se encontram no terreno. Até ao momento, não foram formalizados pedidos de apoio para a trasladação de vítimas mortais para território nacional.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!