
Uma viagem nostálgica pelos últimos 40 anos de hardware foi recentemente partilhada na internet, destacando a evolução das placas gráficas de topo da ATI e da AMD. Conforme publicado num fórum da especialidade pela Quasarzone, um colecionador reuniu um acervo impressionante que documenta o progresso tecnológico desde as primeiras soluções visuais para o formato ISA até às arquiteturas de elevado desempenho de 2026.
Para muitos entusiastas portugueses que montavam os seus computadores na viragem do milénio, a marca vermelha sempre foi sinónimo de concorrência renhida no segmento de hardware. A ATI Technologies, fundada em 1985 como Array Technology Incorporated, começou por fornecer componentes a fabricantes de peso como a IBM e a Commodore, pavimentando o caminho para o vasto mercado doméstico que se seguiu.
Dos ecrãs de 16 cores ao domínio do mercado 3D
A coleção inicia-se com uma placa de 1986 que custava cerca de 300 dólares na época, capaz de emular os modos de imagem MDA, CGA e Hercules. A progressão é notável logo no ano seguinte com o adaptador EGA Wonder, limitado a 16 cores numa resolução de 640 por 350 píxeis, seguido pelo salto tecnológico da VGA Wonder. Nos anos noventa, o foco centrou-se na aceleração 2D com modelos dedicados como a MACH 8 e a MACH 32, esta última altamente procurada por profissionais de desenho assistido por computador.
A verdadeira revolução na aceleração tridimensional chegou em 1996 com a 3D RAGE. Apesar do desempenho inicial modesto, a empresa iterou rapidamente a tecnologia com as versões RAGE II e RAGE PRO TURBO. A viragem do milénio consolidou a nomenclatura Radeon, começando pela icónica 8500 de 2001 e passando pela cobiçada 9800 XT de 2003. A X1950XTX, lançada em 2006, marcaria a despedida desta nomenclatura isolada antes da fusão empresarial.
A transição para a era moderna com a inédita RX 9070 XT
Após a aquisição em 2007, a linhagem HD assumiu o controlo com modelos como a HD 2900 XT e a variante de processador gráfico duplo HD 3870 X2. A década seguinte foi pautada por inovações térmicas e de energia, visíveis no arrefecimento líquido presente na R9 295X2 e na FURY X. O acervo inclui ainda edições raras que nunca chegaram ao circuito comercial de retalho, nomeadamente o modelo de referência desenhado para a RX 580.
Entrando na era contemporânea, o colecionador exibe placas que definiram o desempenho de muitos computadores de secretária, incluindo a RX 5700 XT de 2019, cujo poder de processamento rivalizava com a arquitetura presente na PS5. O trajeto culmina com as propostas mais extremas da atualidade, como a RX 6950 XT e a RX 7900 XTX, fechando a montra tecnológica destas quatro décadas com o modelo de referência da RX 9070 XT, uma unidade não comercializada que reflete a mais recente aposta visual da marca.












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