
A Polícia Judiciária desencadeou esta quarta-feira uma vasta operação de combate ao cibercrime em articulação com as autoridades espanholas. Segundo avança a CNN Portugal, a investigação culminou em mais de uma dezena de detenções, além da realização de diversas buscas, na sequência de um roubo que lesou o banco Santander em cerca de 50 milhões de euros no país vizinho.
A mecânica do desvio de capital ibérico
A rede criminosa baseou a sua atuação num esquema de phishing para comprometer as plataformas e aceder indevidamente aos fundos da instituição bancária espanhola. Após a captura do montante, o grupo iniciou um processo de branqueamento de capitais que cruzou a fronteira para o nosso país.
Uma parte significativa dos 50 milhões de euros foi transferida e colocada em contas bancárias localizadas em Portugal. Para dissimular a origem ilícita do dinheiro, os criminosos recorreram a testas de ferro no território nacional. Esta tática evidencia o risco de recrutamento de residentes em Portugal para a lavagem de dinheiro, sublinhando a importância de os cidadãos nunca cederem as suas credenciais bancárias ou abrirem contas em nome de terceiros desconhecidos.
Operação conjunta no terreno
Para travar a atividade desta organização, a operação exigiu a mobilização de várias forças de segurança de ambos os lados da fronteira. As diligências a decorrer em território nacional estão sob a alçada da unidade de combate ao cibercrime e da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária.
A articulação entre as autoridades portuguesas e espanholas revelou-se central para rastrear a rota do capital e identificar a rede de intermediários que facilitava a dispersão dos fundos desviados do banco Santander, visando agora desmantelar por completo a estrutura que sustenta a fraude.












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