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Apple iPhone a carregar

Otimizar a bateria do iPhone ou do iPad vai muito além de monitorizar as aplicações que ficam abertas em segundo plano. A velocidade a que o equipamento recupera energia afeta diretamente a tua rotina, especialmente naqueles minutos antes de sair de casa para o trabalho ou para as aulas. Embora um carregamento lento seja teoricamente benéfico para a longevidade da célula a longo prazo, ter um adaptador rápido garante energia suficiente para aguentar uma viagem longa de transportes ou um dia intenso de uso fora de casa.

No mercado nacional, muitos utilizadores acabam por reaproveitar blocos de carregamento antigos ao comprarem um novo telemóvel da Apple, desconhecendo as reais capacidades energéticas dos seus equipamentos recentes e limitando severamente a experiência de utilização.

Para entender como tirar o máximo partido do dispositivo, é preciso olhar para a matemática básica da energia móvel. A capacidade da bateria mede-se em miliamperes-hora (mAh), o que define a quantidade de energia entregue durante uma hora antes do descarregamento total. A média atual dos telemóveis de grandes dimensões ronda os 5000 mAh, enquanto os tablets se aproximam dos 10000 mAh. Já a velocidade a que essa energia entra no hardware é medida em watts (W).

Capacidade de energia nas gerações atuais

A linha de smartphones de 2026 apresenta números bastante distintos consoante o modelo escolhido. O formato maior, o iPhone 17 Pro Max, acomoda uma célula de 5088 mAh, enquanto a versão base do iPhone 17 confia as suas operações a uma unidade de 3692 mAh.

O panorama nos tablets é naturalmente superior devido ao tamanho do ecrã e ao maior espaço para dissipação térmica. O iPad de 11ª geração lançado em 2025 apresenta uma célula de 7698 mAh, ao passo que o poderoso iPad Pro M5 de 13 polegadas esconde uns impressionantes 10290 mAh no seu chassi ultrafino. Dispositivos maiores possuem sistemas de múltiplas células que toleram melhor o aquecimento, o que lhes permite suportar maiores velocidades de entrada de energia.

O estrangulamento provocado pelos adaptadores de origem

Conhecer a capacidade física é apenas metade da equação, visto que a verdadeira velocidade de carregamento dita o tempo real que passas preso à tomada. As versões iPhone 17, 17 Pro e 17 Pro Max suportam velocidades de até 40 W. A grande exceção nesta geração é o iPhone Air, que sacrifica a rapidez e fica limitado a 20 W para conseguir entregar o seu perfil focado no design e na leveza extrema.

O problema central surge na hora de ligar o cabo. Como a fabricante deixou de incluir adaptadores na caixa dos telemóveis, quem utiliza um velho bloco de 5 W ou 18 W de gerações passadas está a desperdiçar horas valiosas à espera dos 100%.

Nos tablets, a situação assume contornos de desperdício tecnológico. O iPad de 11ª geração atinge um pico de 45 W e o iPad Pro M5 consegue chegar aos 60 W de velocidade de entrada. A ironia é que as caixas destes modelos continuam a trazer um modesto adaptador de 20 W, forçando o utilizador a carregar o tablet a uma fração do seu potencial. Para os consumidores portugueses que investem nestes ecossistemas, a recomendação prática e imediata é apostar num carregador moderno de terceiros com certificação USB Power Delivery, garantindo finalmente o acesso à velocidade máxima que o equipamento suporta.

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