
A corrida global pelo domínio da inteligência artificial está a forçar uma mudança de paradigma no mercado asiático. O governo chinês pode estar prestes a terminar a proibição que impedia empresas ligadas ao estado de adquirirem placas gráficas da NVIDIA, uma restrição que vigorava desde agosto de 2025.
De acordo com os detalhes partilhados pela Reuters e pelo The Information, esta reavaliação das fronteiras comerciais surge como uma resposta direta às capacidades impressionantes do Mythos. Este modelo desenvolvido pela Anthropic é considerado o mais perigoso do mundo pela sua aptidão para detetar falhas de segurança em qualquer sistema informático, colocando assim a segurança nacional chinesa num estado de alerta.
O impacto do modelo Mythos na estratégia chinesa
Para não ficar para trás nesta disputa tecnológica global, a China está a ponderar levantar as restrições à importação das placas NVIDIA H200, que são os únicos equipamentos atualmente aprovados para venda pelo governo dos EUA. A gravidade da ameaça representada por sistemas como o Mythos exige um poder computacional que as alternativas locais ainda não conseguem igualar em volume.
A aquisição destes componentes continuará a ser estritamente vigiada. O objetivo governamental é garantir que apenas um lote de empresas autorizadas tenha acesso ao hardware. Na prática, tecnológicas como a Alibaba, a DeepSeek e a ByteDance deverão receber em conjunto apenas 200.000 unidades das placas H200, o que representa menos de metade do montante que tinham solicitado para as suas operações.
Controlo governamental e o fosso tecnológico para o Ocidente
A viabilidade desta retoma comercial ganha força com as declarações recentes de Jensen Huang. O CEO da empresa norte-americana revelou à CNBC no mês passado que já obteve a aprovação da China para exportar os componentes, adiantando que a fabricante estava a preparar-se para enviar os equipamentos aos clientes em breve.
Fica a dúvida sobre se a arquitetura H200 Hopper, de duas gerações atrás, será suficiente para colocar a China em pé de igualdade no mercado global. O contraste com o Ocidente é notório, uma vez que os clientes ocidentais devem receber as novas GPUs Rubin até ao final de 2026. A somar a isto, existe a previsão de que os modelos Rubin Ultra cheguem ao mercado em 2027 ou 2028, caso a produção enfrente restrições.












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