
A fabricante chinesa Xiaomi oficializou a sua segunda linha de veículos elétricos, batizada de SkyNomad. Ao contrário das séries SU7 e YU7, desenhadas especificamente para quem está ao volante, este novo SUV procura transformar o habitáculo num espaço versátil, capaz de se adaptar às diferentes exigências do dia a dia dos passageiros.
O habitáculo como extensão da casa e do escritório
A marca asiática identificou uma mudança nas prioridades dos consumidores, perante um mercado automóvel já preenchido com propostas de dimensões generosas. O conforto e a utilidade do espaço interior ganham agora primazia na decisão de compra. O SkyNomad foi pensado para o perfil de utilizadores que passam horas no trânsito, que necessitam de um local para trabalhar remotamente enquanto o carro está estacionado ou que procuram um ambiente acolhedor durante viagens em família.
Esta abordagem distancia-se do perfil exclusivo do condutor entusiasta. O veículo apresenta-se como uma solução prática para profissionais e pais, acompanhando os vários momentos da rotina diária sem comprometer o espaço útil.
Arquitetura Kunlun aliada ao software
Para concretizar esta visão, a empresa desenvolveu a arquitetura Kunlun, um projeto que arrancou no início de 2023. Esta plataforma assegura um piso totalmente plano e inclui um sistema de bancos assentes em calhas de longo curso. Estas características estruturais permitem reconfigurar rapidamente a cabine para acomodar passageiros, grandes volumes de bagagem ou animais de estimação.
Todo o ecossistema exigiu uma integração profunda entre os dispositivos conectados da marca e ferramentas de inteligência artificial. Numa publicação partilhada na rede social Weibo, Lei Jun, fundador e CEO da empresa, explicou a essência do conceito: "A nossa proposta foi deixar que a inteligência definisse o espaço, criando um habitáculo pensado para acompanhar quem o utiliza".
Após mais de três anos e meio de desenvolvimento, e somando mais de cinco anos de experiência global no setor automóvel, a série SkyNomad prepara-se para o lançamento comercial na China continental. A fabricante ainda não revelou dados sobre o preço final nem confirmou uma possível expansão para o mercado europeu, pelo que os condutores em Portugal terão de aguardar por novidades oficiais para perceber se o modelo chegará às estradas nacionais.












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