
O panorama dos sistemas operativos conta com um regresso inesperado. Após 18 anos de total inatividade, o Hannah Montana Linux foi ressuscitado. O projeto, que se tornou célebre no ecossistema de código aberto pela sua interface inteiramente inspirada na icónica série infantojuvenil do Disney Channel, recebeu a versão 26.0 pelas mãos do programador Noah Cagle, rejuvenescendo por completo a sua estrutura interna sem perder a forte identidade visual dominada por tons cor-de-rosa.
A novidade foi avançada num vídeo partilhado no YouTube, revelando que a distribuição abandonou o estado de obsolescência em que se encontrava desde 2009. Para esta modernização, a base do sistema operativo passou a ser o Debian 13.5, acompanhado pelo atualizado kernel Linux 6.12. Esta transição garante ao utilizador o acesso a correções de segurança contemporâneas e a um ecossistema de software capaz de correr em computadores atuais.
Ambiente gráfico renovado e instalação simplificada
A versão principal desta reedição aposta no ambiente gráfico KDE Plasma 6.3.6, gerido pelo sistema de autenticação SDDM. Apesar de a identidade visual ser fortemente customizada com elementos da marca televisiva, a estrutura do ambiente de trabalho apoia-se numa modificação do tema Breeze, original do Plasma.

Para facilitar o processo de adoção, o Hannah Montana Linux v26.0 integra o instalador Calamares. Esta adição permite que os entusiastas iniciem uma sessão em modo live diretamente a partir de uma pen USB para testar as funcionalidades, ou avancem para a instalação tradicional no disco rígido, assemelhando-se ao fluxo de trabalho de qualquer outra distribuição moderna.
Versão Lite para computadores antigos
Pensando na diversidade de hardware e no reaproveitamento de máquinas mais antigas, o criador do projeto disponibilizou em simultâneo a edição Hannah Montana Linux Lite. Esta variante substitui o exigente KDE Plasma e o SDDM por componentes significativamente mais leves, recorrendo à interface LXQt e ao gestor LightDM.
Apesar das atualizações técnicas profundas, o propósito do projeto mantém-se fiel às origens: servir como uma homenagem humorística e nostálgica à sitcom, focando-se na personalização temática em detrimento de uma utilidade real para ambientes de produção ou trabalho diário sério. O sistema posiciona-se, assim, como uma roupagem moderna — com muito cor-de-rosa — para o conceito original nascido no final da década de 2000.












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